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Contos de Natal – Especial Vamp Noel QSV – Dark Seduction

26/12/2010

Informativo:

O conto que á seguir, funciona como introdução de uma fanfic sobre o mesmo tema. Pensei que seria legal que algo acontecesse na noite de natal, então, espero que gostem…


Atenção!! Este conto é destinado apenas à leitores Maiores de 18 anos!!

Seu corpo se pressionava contra o meu num ritmo alucinante. Os gemidos baixos arrepiavam meu ouvido e todo o resto da minha pele. Suas mãos percorriam meu corpo, explorando cada detalhe entre minhas costelas e a curva dos meus quadris. Quente. Sua pele queimava contra minha como se entrasse em combustão. Sua boca brincava, enquanto sua língua acariciava minha nuca.

– Hummmmmm – eu gemi contra sua pele suada – mais.

Eu queria mais. Queria mais daquele toque. Queria mais da sua boca. Do seu corpo.

Suas mãos ficaram mais urgentes enquanto se livravam da minha calcinha. Eu podia sentir seu corpo grande e forte se ajeitando entre minhas pernas. Podia sentir a antecipação, o desejo, a luxúria. Podia sentir suas presas arranhando meu pescoço num apelo desesperado de fome.

Presas?

“Oh meu Deus, eu só posso estar enlouquecendo!” – eu pensei comigo mesma, enquanto me levantava em sobressalto.

– Oh meu Deus! Oh meu Deus!

Agora eram palavras mesmo, porque os pensamentos já não eram suficientes para absorver o tamanho da minha indignação.

– Louca! Louca! Louca! É isso, eu estou ficando louca. Tanto tempo convivendo com essas… Essas… Coisas! Gruuuuuuuuuuurrrrrrrr

Eu me levantei, ajeitando um pouco da desordem que estavam meus cabelos – alguém já viu como acorda uma pessoa que tem os cabelos cacheados? Não? Sorte sua.

Abri a porta de correr do quarto em que eu estava me sentindo a pessoa mais idiota do universo, sim porque mesmo jurando que assim que eu pudesse ficaria longe dessas aberrações, eu havia dirigido por várias horas até aquele fim de mundo – na infeliz noite de natal – para estar justamente com elas.

Algumas horas atrás, eu estava lá, sozinha, no “quarto e cozinha” alugado, me sentindo idiota por não ter com quem passar o feriado. Agora, aqui estou eu, sozinha – novamente – tendo pesadelos românticos com uma aberração da natureza.

Desci as escadas até a areia, sentindo seu toque macio em meus pés descalços – Lissa havia decidido passar o natal em sua residência de verão.

Era tão estranho ver como as coisas estavam. Tão pouco tempo atrás tudo era tão diferente. Eu tinha minha vida, tinha meu trabalho – que até então, eu pensava ser ruim – tinha uma família para quem voltar. Agora, eu não tinha nada. Por mais que eu tentasse fingir, agora eu não tinha mais nada. Acusada de traição, renegada, esquecida. Lágrimas quentes começaram a brotar em minha face, embora eu fizesse o possível para espantá-las.

Lá dentro, eu podia imaginar o que estava acontecendo, uma vez que todos estavam “em pares”. Eu não estava triste por eles, ao contrário, mas eu estava triste por mim. Triste e muito, muito revoltada.

“Como eu podia ter sonhos com ele?” “Que tipo de pessoa alucinada consegue ter sonhos sexuais quando acaba rebaixada de alquimista para garçonete de lanchonete do interior?” Eu consigo. Eu, a anormal! “O que meu pai pensaria de uma coisa como esta?”

A resposta veio como um golpe físico em minha mente – meu pai não iria se importar, simplesmente porque ele havia escolhido não se importar. Ele havia escolhido me deixar lá, me esquecer; e deixar para trás a vergonha de ter uma filha envolvida com Strigois.

Eu suspirei fundo, deixando a mansão para trás.

O vento era morno e fazia um bom trabalho em deixar meu cabelo ainda pior, enquanto meus pés brincavam com a água fria das ondas. Era o fim da noite para os humanos e o fim do dia para os vampiros. Eu estava meio perdida entre esse “dia/noite e noite/dia”. Tudo que eu queria era caminhar e caminhar e sumir no horizonte. Eu queria caminhar e não ter mais que voltar.

Suspirei fundo novamente – as únicas pessoas que estavam do meu lado eram as que eu mais odiei minha vida toda. Eles estavam todos lá. Todos cuidando de mim. Todos me ajudando, me amparando. Lissa. Rose. Dimitri. Christian. E até a pequena Jill. A garota da água também estava ao meu lado. Mia. Mia Rinaldi. Mia era uma das únicas pessoas que entendiam os últimos acontecimentos. Mia era a única que realmente compreendia como eu me sentia. Mia e Adrian.

Adrian. Seus olhos vieram até mim com tanta perfeição que eu podia sentir seu olhar. Eu podia sentir seu cheiro. Eu podia… Fechei os olhos e aspirei o ar á minha volta, como se pudesse captar seu aroma. Um aroma enlouquecedor, misturado a cigarros e whisky.

– Pensando em mim, bruxa do oeste?

Eu dei um pulo para á frente e só não me estabaquei na areia, graças ao treinamento de alquimista.

Eu queria me virar xingar. Queria manda-lo ao “diabo que o carregasse” porque não era possível que ele realmente estivesse ali, mas tudo que eu consegui foi permanecer imóvel. Os pensamentos de repente sumiram da minha mente e tudo que eu conseguia pensar era em como seu corpo se encaixava bem ao meu.

“Louca! Louca! Louca!” – minha mente gritava em vão, porque meu corpo não parecia escutar.

– Eu já lhe disse que não sou bruxa! – eu repliquei me virando devagar – pelo que me consta, o único a brincar com magia aqui é você!

Minha mente clareou.

– Aliás, Senhor Ivashkov, nunca mais apareça nos meus sonhos! Seu… Seu…

– Adorável? – Adrian provocou – sensual? Delicioso?

Caminhei alguns passos, estreitando a distância entre nós.

– Imbecil! Soa mais parecido como que tenho em mente.

– Sutil, como sempre – Adrian me respondeu, arqueando suavemente os lábios em um projeto de sorriso – eu já lhe disse que seu cabelo fica ótimo assim, ao natural?

Então, a razão voltou á minha mente bizarra – eu estava despenteada, com olheiras enormes e uma camiseta velha e larga. Engoli em seco, tentando não demonstrar meu desespero.

– Então quer dizer que a lista de pessoas para infernizar no natal já chegou ao fim – eu o provoquei.

Adrian sorriu, mostrando a ponta afiada de suas presas – o que sempre me causava certa inquietação misturada á excitação.

– Na verdade, Sidney querida, ela está apenas começando – ele sussurrou caminhando á minha volta – eu diria que você está no topo desta lista.

Eu engoli em seco novamente, sentindo uma agitação estranha e ao mesmo tempo prazerosa percorrer meu corpo. Eu não sabia o que responder, então permaneci em silêncio.

Adrian parecia se divertir mais e mais com a minha falta de jeito.

– Diga alquimista, o que uma mocinha indefesa faz caminhando sozinha pela praia quando o dia está quase amanhecendo? Estaria você esperando a visita do papai Noel?

A voz do vampiro era zombeteira e despreocupada, mas o que me incomodava realmente era a proximidade de seu corpo. Eu podia sentir Adrian se movendo ao meu redor. Podia sentir o calor de sua respiração. Eu não conseguia me concentrar, não conseguia afastar a sensação de sua boca em minha pele, de seu corpo colado ao meu. Não podia ignorar o aroma de seu perfume, o cheiro doce de seu hálito. Então eu me protegi da maneira que eu conhecia melhor, fugindo.

– Faz um tempo que eu deixei de acreditar em bons velhinhos.

Dei um passo para frente, ficando de costas para ele e de frente para o mar. Eu queria ignorar o quanto seu rosto estava bonito, emoldurando seus olhos de esmeralda. Queria ignorar o quanto á camisa azul marinho favorecia sua pele branca, o quanto ele me atraia. O quanto ele me enlouquecia.

Adrian sorriu e o som de sua risada me dizia que ele não estava tão longe de mim quando eu necessitava.

– E em bons jovenzinhos, você acredita?

– Desde que eles não entrem em meus sonhos sem serem convidados e interrompam meu sono de beleza, tudo bem.

Eu estava fazendo uma tentativa desesperada em manter a conversa em um nível aceitável até mesmo para os meus padrões, antes que as coisas fugissem do controle e eu acabasse morta na areia sem uma gota de sangue. “Exagero?” Talvez, mas o que eu deveria pensar, afinal, ele é um vampiro certo?

Mãos quentes e poderosas tocaram meus cabelos, escorregando seus dedos entre as ondas desordenadas, uma carícia suave e profunda ao mesmo tempo.

Adrian não tocava nenhuma parte do meu corpo, exceto meus cabelos, ainda assim, eu podia sentir o calor de seu corpo contra minhas costas, o que fazia com que algo entre o peru e o bolo de frutas se revirasse em meu estomago.

– Você poderia ficar acordada o resto da vida alquimista, e ainda assim estaria adoravelmente instigante.

Meu corpo estremeceu ao som de suas palavras. Na verdade eu não tinha ideia se eram as palavras ou a proximidade, eu nem queria. Para ser sincera, eu tinha medo.

Eu pude sentir em meus ossos o calor da risada de Adrian contra minha pele. Então eu retraí meus músculos involuntariamente. Ele afastou a gola da camiseta e sugou suavemente minha pele em um beijo intimo e sensual, arrepiando todos os pelos do meu corpo.

– Ainda com medo de mim, Sidney? Eu lhe disse, eu não modo; á menos que você me peça.

Ele se afastou um pouco enquanto as palavras ecoavam.

– Feliz natal, Sidney Sage.

– Sidney! Sidney! – Alguém Chacoalhava-me.

Abri meus olhos em total surpresa – Mia estava lá, esfregando os olhos, sentada sobre a minha cama.

– Hey, você está bem? Você me acordou!

Olhei em volta e constatei o óbvio, tudo que havia no quarto éramos eu e Mia, sozinhas. Nada de Adrian. Nada de beijo. Só eu e a garota da água. Eu não sabia o que dizer. Nem sabia se seria capaz.

– Pelo amor de Deus Sidney, da próxima vez que for ter pesadelos me avise, e eu durmo na varanda! Você quase me matou de susto!

Eu me levantei e caminhei até a janela, olhando o reflexo da lua sobre o verde do mar. Verde esmeralda.

– Não se preocupe, foi só um sonho – eu respondi jogando meu cabelo para trás – ou melhor – eu acrescentei – um pesadelo.

 

Conto By Bia Lima


3 Comentários leave one →
  1. Andressa permalink
    27/12/2010 14:45

    Oiê… bom.. eu vo confessar ke não tenho 18… já to quase lá.. só tenho 17.. mais mesmo assim eu li.. i vou confessar que ficou perfeito! muitoo bom! que quem iscreveu continue assim! e escreva mais contos pra gnt!! oks?!
    bejim.. xau xau..

  2. bialimak permalink
    27/12/2010 17:16

    Thanks Andressa!!! E pode deixar que vou continuar sim… Bjusss

  3. lulu permalink
    28/12/2010 01:07

    amei!! q saudade eu tava do Adrian…
    mto engraçado os dois, eles vão formar um belo casal… torço pra Sydney se dar bem
    e parabéns vc escreve mto bem😀

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