Skip to content

Pra encerrar o especial…

01/11/2010

 

Heeeeeeeey Feliz dia das Bruxas!!! E pra encerrar bem o nosso especial, depois de ver o top5 de vamps la no blog da guardiã, resolvi presentear vcs com um conto escrito pela Bia Kishi!!

Atenção: o conto é um pouco Hot e não recomendado para menores de 16 anos. Mas acredito que cada um saiba onde clica não!?

Divirtam-se

 

Em seus sonhos, ele sempre se fazia irresistível. Por mais que ela tentasse manter a consciência – e a compostura – era absolutamente impossível. 

Naquela tarde, enquanto caminhava de volta para casa, Elise pensou nele – seu visitante noturno. Era tão estranho. A intensidade dos sonhos, a veracidade dos toques, era como se ele estivesse ali, como se ela realmente pudesse tocá-lo. Uma sensação estranha insistia em permanecer em sua pele. Sentia como se ele a chamasse, como se a quisesse.

Sentou-se em uma mesinha, bem em frente ao rio Sena e fechou os olhos. As imagens vieram como que instantâneas em sua mente. Ele. Seus olhos escuros focados nos seus. Seu corpo quente e macio contra o seu. Sua boca.

Suspirou profundamente, enquanto a sensação da boca dele em sua pele ardia por todo o seu corpo. Ele a estava consumindo.

O café chegou e Elise agradeceu a garçonete. Cruzou as pernas, ajeitando o trend coat e observou o Sena. Ela amava Paris. Sempre. Não apenas porque havia morado ali por toda a sua vida, mas porque era a cidade mais linda que ela conhecia. Especialmente no inverno, Paris era mágica.

Por mais que sua mente quisesse se distanciar dos sonhos, eles insistiam em se tornar presentes. Elise pensava nele. Pensava se algum dia, por acaso, encontraria alguém como ele pelas ruas de Paris. O pensamento a fez sorrir. Provavelmente acabara por tornar-se uma daquelas historiadoras chatas e sem vida social. Depois de tudo, sua vida havia se tornado o que ela mais odiava – voltar para um apartamento vazio e encontrar-se com um gato. Pierre era seu melhor amigo, senão o único. Não era á toa que pensava tanto em alguém com quem trocava carícias em sonhos.

Terminou o café e deixou uma nota embaixo da xícara. Enfiou as mãos no bolso do casaco e seguiu á pé para casa. Obviamente, ela não morava na Champs Elysees, o que significava uma caminhada de quarenta minutos até seu apartamento. Ultimamente, sentia-se meio fora do contexto. Sentia como se não pertencesse a lugar algum.

Entrou em casa e fechou a porta. Um miado preguiçoso veio de encontro á suas pernas. Sacudiu a neve do casado e o pendurou junto á porta. O envelope estava ali. Mais um, dos muitos que recebera em toda a sua vida. Sem nome ou remetente, ela nem mesmo pôde devolver qualquer um deles, o que a tornava em dívida com algum desconhecido qualquer.  Deslizou o dedo pelo envelope creme com cuidado, sentindo a textura macia. Não era um papel comum. Ela nunca pode encontrar um lugar em Paris que o vendesse. Gravado no papel havia um pequeno símbolo antigo. Uma fleur de lys. Observou o desenho mais uma vez, por alguns minutos. Ela o conhecia muito bem. Ele havia sido uma das razões de tornar-se historiadora. Ela amava símbolos antigos. Amava pesquisar sobre sociedades secretas e todas essas coisas ocultas na sociedade européia. Quem quer que fosse seu benfeitor anônimo, ele provavelmente não era jovem.

Depois de ligar o aquecedor e esperar que a casa estivesse razoavelmente quente, Elise despiu-se e caminhou pela casa com seu roupão de seda rosado. Pierre estava impaciente ao lado da tigela de comida vazia. Ela sorriu e o acariciou com a palma das mãos. Seu pelo era tão suave e macio ao seu toque. Deixou-o ali, alimentado e satisfeito, aninhando-se em sua cesta e serviu-se de uma boa taça de vinho. Um Carmenére. Encorpado e rubro, quase como sangue. Deixou que a taça descansasse sobre o tampo da mesa e colocou os pés na banqueta. Ela estava sozinha. Sozinha no apartamento, sozinha na vida. Sem ninguém com quem contar além do gato e o dono dos envelopes. Ela não precisava abri-lo para saber que haveria a mesma quantia dos últimos meses. Quem quer que fosse corrigia o valor e a moeda, sempre.

Pegou a garrafa em uma mão e a taça na outra e caminhou até a suíte. A banheira estava preparada. Experimentou o aroma de cada um de seus óleos até encontrar o que queria naquela noite. Uma mistura de frésia e lírios do vale, com uma nota de cereja ao fundo. O perfeito. Deixou que o roupão caísse no mármore do banheiro e se afundou na água quente e perfumada. Outra taça de vinho.

Com os olhos fechados deslizou as mãos em seu próprio corpo e pensou nele uma vez mais. Será que esta noite viria? Até quando duraria tudo isto? Elise não sabia. Só o que sabia era que o queria mais uma vez. Queria fechar os olhos e sonhar com ele. E assim o fez.

***

O demônio caminhou pelas ruas de Paris. Com a noite alta, tudo que queria era encontrá-la. Ele sabia que era um erro, mais um, dos muitos que cometera em sua longa existência; mas sabia também que era necessário. Ele havia prometido á um irmão e não voltaria atrás. Não importava o quanto pudesse custar, ele estaria com ela.

Enquanto a neve incomodava sua pele, ele tentava livrar-se dos pensamentos que tinha com ela. É a filha de Marduk! É a filha de Marduk! Ele forçava a própria mente á lembrar-se do fiel amigo. Aspirou o ar á sua volta filtrando todos os aromas até encontrar apenas um – ela. Ele podia sentir que havia passado por aquele mesmo caminho. Podia sentir o aroma de sua pele misturada a ansiedade e ao cansaço que sentia. Ele podia sentir o aroma de café e podia sentir a suave e profunda fragrância do perfume que usava, Midnight Poison. Sim, ele reconhecia. E mais que isso, sabia que era o perfume ideal – ela era, sem dúvida, seu veneno.

Set poderia se desmaterializar onde quisesse e aparecer do outro lado do mundo, mas não queria. Não naquela noite. Naquela noite ele havia preferido caminhar como o humano que um dia havia sido. Estar perto de Elise o fazia lembrar-se do homem que havia sido uma vez. O fazia querer voltar a sê-lo. Se ao menos houvesse uma chance. Uma mínima chance de estar com ela. Uma mínima chance de tocar sua pele e sentir suas mãos deslizando em seu corpo. Uma mínima chance de sua boca na dela, de sentir sua língua explorando, sentindo; de sentir seus dentes apertando a carne macia, mordiscando – o demônio sabia que não havia.

Set continuou manchando a neve branca com suas pesadas botas. Um passos depois do outro, ele chegava cada vez mais perto.

Seus olhos encontraram ao longe, a cúpula da catedral.  A magestosa igreja de Sacré-Coeuer. Desde que veio para Paris, Set sempre quis saber o que aquelas paredes brilhantes á luz da lua guardavam. Ele nunca saberia. Quando olhava para a catedral, set pensava em Elise. Ambas eram proibidas para ele.

O demônio parou na soleira da porta e se desmaterializou – enfim ela havia aprendido a manter a porta fechada.

Set olhou sobre a mesa e viu o envelope – maldita hora em que ele havia resolvido deixar-lo ele mesmo em sua porta. Daquele momento em diante, Set não havia conseguido deixar de vê-la nem um único dia.

A rolha permanecia sobre a mesa, ao lado do envelope aberto. Ele engoliu em seco. Vinho. Um prazer que ele não possuía mais. Ainda que forçasse uma garrafa toda em sua garganta, ele não sentia gosto algum. Era como despejar nada mais que água, ou nem isso – nem mesmo água tinha sabor em sua boca.

Se o vinho Set não podia degustar, o aroma de Elise, sem dúvida, ele podia. E o fez. Aspirou o ar com toda a força de seus pulmões e deixou que o aroma picante da pele de Elise enchesse todo o seu ser. Ele podia sentir seu corpo respondendo, podia sentir o desejo crescendo. O demônio não resistiu. Seu corpo era impulsionado por uma fome que nem mesmo ele conseguia controlar.

Set se materializou em frente á banheira. Suas mãos se fecharam em punho e ele sentiu todo o seu grande corpo se retesar de desejo – Elise estava ali. Nua, sob a água. Sua pele cálida e macia brilhando á luz fraca do abajur do quarto. As curvas suaves dos seus quadris, movendo-se e criando pequenas ondas. Ele não resistiu. Caminhou até a borda da banheira e a colocou em transe. O mesmo transe de todas as outras noites. Se ele não poderia tocá-la ao menos poderia deliciar-se ao vê-la fazê-lo enquanto pensava nele.

 

8 Comentários leave one →
  1. Guardiã da Meia Noite permalink
    01/11/2010 01:30

    Me abana por favor!!!

  2. bialimak permalink
    01/11/2010 02:14

    Amigaaaaaaa nem te conto a história desse conto!!!! kkkkkkkkkkk ***ABAFAAAAAAAAAAAAA***

    Bjusss

  3. Michele permalink
    01/11/2010 12:55

    Peloamordedeus …. cadê a continuação? (sim, eu sei que é um conto, mas, fala sério, fiquei na expecta aki) Esse conto merece a parte 2 rsrs!!! Por favor Bia, mais um, mais um!!! Bem hot !! Ficou ótimo…bjos, Michele.

  4. bialimak permalink
    01/11/2010 19:24

    Miiiiiiii pode deixar que tô pensando nisso viu… Por enquanto, escrevendo uma fic nova….

    Bjusss e Thanks!!!

  5. Jackeline permalink
    02/11/2010 07:33

    Nem vem Bia, ficou com gosto de continuação, fala sério! Isso é um massacre com a gente!
    Espero ver em breve a continuação, tá?

    Bjos e Paz!

  6. 02/11/2010 22:10

    por favor Bia , faz uma continuaçao para nos

  7. Tay permalink
    03/11/2010 01:14

    Adoreeeei
    To la lendo super envolvida quando abaixo a pagina pra ler muito mais, vi que tava acabando =[[[[[[[[[[[ uashuhuahusauashasuhsasau continue pleasee.
    Conto ótimooo, parabéééns =)

  8. bialimak permalink
    05/11/2010 14:47

    Thanks gentem… Pode deixar que assim que der, tem mais…

    Bjusss

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: