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O Reino das Fadas

31/10/2010

A Origem das Fadas

A primeira resposta que surge a esta questão é a do animismo. Os povos primitivos costumam atribuir aos efeitos naturais uma causa sobrenatural e, ao mesmo tempo, julgam que todo o universo é habitado por almas ou espíritos que se incumbem de proteger um determinado objeto, certo lugar etc. deste modo, para esses povos, há espíritos que exercem sua ação protetora sobre os lagos, os rios, os bosques, as árvores e, até mesmo a humilde plantinha que cresce na sombra de um poderoso carvalho, pode ter seu espírito protetor.

Os gregos e os romanos que não eram de modo algum povos primitivos, também tinham crenças muito semelhantes. Acreditavam, por exemplo, que as erupções do Etna ou do Estromboli eram causadas por Tiphon e Vulcano. Os gregos consideravam a via-lactea como leite derramado dos seios rainha do céu; Zeus, na hora das tempestades, atirava seus raios contra a terra; Poseidon era responsável pelas tempestades no mar; Éolo guardava no fundo de uma caverna os ventos tumultuosos e, assim, por diante.

Deste ponto de vista (ponto de vista animista) as fadas são como os deuses e outros espíritos da natureza, produtos da imaginação popular que a tradição conserva e enriquece através da ação dos bardos e dos contadores de histórias em geral.

No mito nórdico explica-se a origem dos espíritos do seguinte modo: quando o gigante Yamir morreu, de seu cadáver, emergiram milhares de vermes. Esses vermes, imediatamente, se transformaram em espíritos uns positivos (espíritos da luz) e outros negativos (espíritos das trevas). O primeiro grupo das quais as fadas fazem parte, é formado por espíritos benignos e felizes. O segundo grupo que vive em regiões subterrâneas, é formado de seres malévolos que personificam o espaço maldito das coisas e seres demoníacos que se opõem à divindade.

Noutros lugares, as fadas são tidas como anjos caídos ou mortos sem batismo mas não suficientemente maus para irem para o inferno e que se comprazem no mal. São temidos pelo perigo que representam para os homens. Nas terras geladas, temos outra versão para o surgimento desses seres. Conforme essa versão, Eva, a nossa primeira mãe, estava banhando seus filhos nas águas do rio quando deus falou com ela. Apavorada com a voz divina, ela escondeu os filhos que não havia lavado. Deus, então, perguntou-lhe se todos os seus filhos estavam ali. Ela respondeu que sim, deus ouvindo isso, falou: os filhos que escondeste de mim, serão, também, escondidos dos homens. Foi desse modo que os filhos de Eva havia escondido se transformaram em elfos, gnomos e fadas.

No folclore da Escandinávia, estes espíritos (as fadas) são conhecidos como huldre. As moças huldres são excepcionalmente belas, mas possuem caudas semelhantes à das vacas e, ás vezes, orelhas pontiagudas, e são forçados a viver para sempre nas regiões crepusculares, sem sofrerem as torturas infernais nem gozarem as delícias do paraíso. Em Devon, os elfos são considerados almas de crianças pagãs. Estas crenças são recentes e originam-se da tradição cristã, pois o batismo sendo desconhecido (o batismo nos moldes cristãos) antes do cristianismo, não poderia dar origem a tais ideias. As fadas, porém, como já vimos são muito mais antigas e precedem ao cristianismo de alguns milênios, existindo sob muitas formas e nas mais diferentes partes do mundo.

O Reino das Fadas

Avalon é, provavelmente, o mais famoso reino das fadas da literatura ocidental.  É descrito como um lugar maravilhoso onde vivem diversas fadas entre elas destacando-se a figura impar de Morgana, a irmã do não menos lendário rei Arthur, Avalon parece ser uma ilha situada em qualquer lugar no meio do oceano e, assim, guarda profundas afinidades com a ilha de Ogigia ou com o reino da Circe, citados por Homero na Odisséia. Segundo algumas versões, Avalon possui uma espécie de bruma que a envolve, escondendo-a dos olhos humanos. Há, porém, outras versões as que dizem ser Avalon uma ilha extremamente clara (Avalon a branca), mas que não se revela facilmente aos olhos profanos. Avalon é muitas vezes confundido com a ilha de vidro ou de ar. A referência a esses elementos, vidro, ar, etc., dizem respeito à necessidade de proteger esses lugares dos não iniciados. Há inclusive a ideia de que lugares como esses são cercados por muralhas de fogo o que evita a aproximação daqueles que não são qualificados para entrar em contato com todos os centros de energia.

O nome Avalon, entretanto, pode ser explicado a partir do cimérico afal, palavra que significa maçã, assim, Avalon significaria ilha das maçãs. Essa versão lembra, na mitologia grega, a ilha das Hespérides  (ilha para além do oceano) onde havia um jardim no qual estava plantada uma árvore cujos pomos eram de ouro. A conquista desses pomos consistiu-se em um dos trabalhos do famoso herói grego Hércules.
Conforme outra versão, a ilha de Avalon (ilha branca) nada mais seria do que a ilha de Apolo, deus que, na língua dos celtas, é chamado de ablum ou belen. Deste ponto de vista, Avalon seria uma espécie de terra solar ou reino de Apolo hiperbóreo.

Numa coisa, contudo, todas as tradições parecem concordar: Avalon é uma terra paradisíaca. Lá não há frios excessivos nem seca prolongada, reina sempre uma eterna primavera. Nessa ilha não se envelhece, não se adoece, não se morre. Todas as plantas crescem naturalmente sem a necessidade de se trabalhar a terra e as árvores exibem frutos maduros e saborosos.

Os Tipos de Fadas


Elementais do ar
: divididos em sílfides ou fadas das nuvensfadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só.

Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, osDevas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.

Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).

Elementais das águas: representados pelas ninfasondinasespíritos das águasnáiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d’água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.

Caracteriscas do Povo Fae

Diz-se que as fadas, às vezes, costumam dançar em circulo sobre a erva verde, em baixo de velhos carvalhos ou em vales floridos, esta dança é chamada de o anel das fadas. A visão desse espetáculo é muito perigosa para o ser humano.  O suave encantamento da música das fadas seduz e arrasta o espectador para dentro do anel.

Ali comem ou bebem o alimento mágico, tornando-se, assim, para sempre escravos desses seres sobrenaturais. A dança das fadas é um saltitar selvagem que lembra um pouco o ditirambo do culto de Dionisio. a dança parece durar apenas uma ou duas horas, mas o tempo real de duração é de sete anos.

Livros de Fadas

Bem,a literatura vem se multiplicando com o tema das Fadas,alguns dos grandes nomes da literatura fantástica escreveram sobre Fadas,e dentre os mais famosos atualmente podemos citar:

Meredith Gentry

Meu nome é Meredith Gentry, mas é claro que não é meu nome real. Não me atrevo sequer sussurrar meu nome verdadeiro depois que escurece por medo de que uma palavra silenciosa viajará pelo vento da noite para o ouvido macia da minha tia, a Rainha do Ar e Trevas. Ela quer me ver morto. Eu nem sei por quê.


Artemis Fowl

Artemis Fowl, um menino de doze anos, é um brilhante gênio do crime. Mas nem ele tem idéia do que pode acontecer ao seqüestrar uma fada, a capitã Holly Short, na Unidade LEPrecon. Estes seres encantados não são aqueles dos contos de fadas. Estão armados e são perigosos. Artemis está confiante que pode vencê-los quando bem entender, mas eles pararam de jogar conforme as regras…

Wings

Laurel sempre viveu como uma garota comum, mas agora alguma coisa está acontecendo com ela. Alguma coisa mágica. Neste encantador conto de magia, romance e perigo, tudo que você pensou que sabia sobre fadas será mudado para sempre.


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