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O Teatro da Grande Marionete

01/10/2010

A ALMA IMORTAL OU O CORPO IMORTAL? ENTRE AS DUAS POSSIBILIDADES QUAL VOCÊ ESCOLHERIA?

Com texto e direção de Gustavo Bicalho, O Teatro da Grande Marionete investiga a origem do mito dos vampiros e nos confronta com perguntas que nos fazemos no nosso dia a dia. Qual a razão de estarmos aqui? Existe algo que sobrevive à morte? Valeria a pena trocar a promessa de um paraíso pós-morte pela sobrevivência em um mundo eternamente em mutação, enfrentando a extinção da humanidade e a sobrevivência em um planeta sem nenhuma outra forma de vida?

Situado no século XIX, o espetáculo acompanha uma trupe de artistas do Grand Guignol – o “Teatro do Horror e Suspense”, que fez grande sucesso na França até meados do século XX. O surgimento do cinema e as correntes do pensamento da época, fazem com que as personagens se encontrem em um período histórico conturbado, onde o futuro passa a ter um novo significado.

O espetáculo é inspirado no “Expressionismo Alemão”, principalmente em Nosferatu de F.W.Murnau e nas peças apresentadas no Grand Guignol Francês.

Neste espetáculo, o jovem Louis rememora o seu encontro com o vampiro Ulpir, o amor de ambos por uma jovem chamada Aurora e o desfecho trágico causado pelo desejo que esses dois personagens nutrem pela moça e pela imortalidade. Uma relação que surtirá efeitos mais ou menos trágicos em todos que se aproximem desse triângulo.

Eu tive a oportunidade de conversar com o Gustavo e alguns dos atores durante o Darkness Rising [isso me lembra que ainda não escrevi sobre o evento #shameonme], e posso garantir que esse espetaculo tem tudo pra ser um grande sucesso. Sim, sou um tanto suspeita pra falar ja que desde pequena fui incentivada a gostar de teatro, e um espetáculo com tema vampiresco?! AMO!

Mas falando sério agora, um espetáculo que é capaz de me arrepiar só com algumas falas dos personagens… Eu não tenho nem como explicar pra vocês o que senti, só posso dizer que sai daquele bate-papo com um sorriso enorme de criança que foi à Disney! ueheuheuehueheue [Patetica eu hun!?]. E sabem o que mais me cativou!? a simplicidade e humildade tanto dos atores quanto do Gustavo [que é fã assumido de True Blood], o quanto de pesquisas eles fizeram…sim, eu estou encantada com esse espetáculo antes mesmo de assisti-lo. o/

Ainda estão em dúvida?! deixa eu mostrar-lhes um trecho do diário do Ulpir pra ver se convenço vcs:

Não entendo a fissura que as pessoas têm pela vida eterna. Mal sabem elas que esta vida que levo não pode ser chamada de vida. Sofro mais do que qualquer pessoa pode imaginar, por não poder sentir como os seres normais sentem, por não poder construir uma família, por não ter esperanças de que meu destino pode ser melhor do que o presente, que posso amar e ter o amor de uma mulher.

A cada dia recebo um pedido de um amigo para que o transforme em vampiro, que apenas uma mordida e seus sonhos e planos poderão ser realizados, que ele quer a vida eterna mesmo que esta seja uma jornada difícil e vazia. E como ele eu sei que existem muitas pessoas que não enxergam o tamanho da dor de viver só e para sempre. Leia mais

Bom, ficha tecnica do espetáculo agora:

Elenco: André Millions, André Pimentel, Diogo Fujimura, Marcos Guilhon, Marise Nogueira, Oscar Fabião e Virgínia Martins.

Texto e direção: Gustavo Bicalho

Realização: Cia. de Teatro Artesanal

Local: Teatro Municipal do Jockey – RJ

Temporada: 02/10 a 28/11

Horário: 21 h (sexta e sábado) e 20 h (Domingo)

Ingresso: R$20

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