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O Segredo de Rosalie – Capítulo 3 (A Caçada)

01/09/2010

Eu sabia que antes de Bella chegar precisaria estar bem alimentada. Uma saída fora do previsto poderia colocar toda a ajuda por água baixo.

Nossa família tinha por hábito sempre sair juntos para caçada, mas eu queria ir só. Na verdade eu queria ir com Emmet.

Receber a caixa de Esme me fez querer Emmet, uma necessidade de fazer algumas coisas diferentes.

Puxei Emmet que não entendeu muito bem. Ele estava sentado vendo televisão e não esperava por minha atitude. Carlisle e Alice estavam concentrados no escritório e tudo que pude sentir foi a voz de Alice vindo ao meu encontro para tentar impedir minha saída repentina. Esme a segurou e pediu que me deixassem ir.

Eu tinha algumas horas antes de Bella chegar e me certifiquei de ir para uma reserva onde eu e Emmet adorávamos. Era difícil esconder a paixão que eu sentia por ele, a forma como combinávamos nossos ritmos. Emmet sabia me olhar. Ao lado dele minhas roupas eram apenas peças secundárias e Alice sempre resmungava sobre a falta de cuidado e pudores como Emmet estralhaçava cada uma, sem se importar com a marca e o glamour delas.

Apesar de sangue ser a coisa mais essencial na nossa vida, eu não queria caçar. Tínhamos razão e sensibilidade o suficiente para saber como ficávamos assemelhados aos animais e do quanto uma caçada poderia ser impotente na vida de um casal de vampiros. A essa altura, eu ainda não perdera minha fase teatral, apenas continuava colecionando imaginações nada agradáveis do nosso instinto animal.

Mas não foi Emmet quem iniciou a “caça” naquela noite. Eu fui de encontro a ele, usei minha força e meu olhar de uma forma como nunca. Na verdade, analisando, acho que eu tinha um pouco de receio, trazia comigo os pudores de uma época em que só o homem poderia conquistar.

Emmet não esperava por minha reação. Seus beijos foram correspondidos em espaçado e sentia que seus olhos não se fechavam como quem necessita se manter acordado para entender o que se passava. Mas minha insistência o fez se entregar como ninguém.

Não era necessário falar nada. Emmet conhecia cada parte do meu corpo e sabia como explorá-lo como ninguém. A intensidade de cada toque, da mistura de nossos beijos com olhares penetrantes me trazia a certeza de que eu era dele e ele era meu.

Depois de muitas horas – e entendam que nós, vampiros, podemos passar uma eternidade numa relação sexual – o complemento perfeito era a caçada. Nos vestimos com receio de que os outros pudessem chegar acreditando terem dado privacidade o suficiente.

Quando nos levantamos, Emmet, sentado, me segurou pelos braços e me fez cair.

– Ai Emmet.” – eu falava como quem ria de uma atitude infantil

– Rose, eu te amo” – ele falava beijando meu pescoço e sussurando no meu ouvido.

– Você é tudo que eu tenho, Emmet. Mas nós precisamos ir.” – eu retribuía o beijo como quem tinha pressa de voltar.

– Sabe quantas vezes eu desejei me sentir tão seu quanto hoje?” – ele agora falava olhando nos meus olhos de uma forma sofrida.

– Eu não estou entendendo Emmet. Onde você quer chegar?

– Sempre achei que você me desejava, que tudo que vivíamos era bom. Mas sempre senti falta do seu olhar sobre mim, sua vontade de me querer, seu medo de me perder. Senti falta de você Rose.
Você consegue entender quantas vezes achei que mais fria que a nossa pele era a sua certeza de ser feliz ao meu lado?
Até mesmo no início, quando eu despertei e não sabia quase nada desse mundo. Fique imaginando porque para você tudo era tão sofrido?
Eu sempre soube que eu precisava de tempo para me acostumar a não desejar os humanos, mas eu queria te dar um pouco de mortalidade. Quis fazer tantas coisas ao seu lado  e você, de alguma forma, sempre arredia
” – Emmet falava oscilando o seu olhar nos meus ou mesmo mexendo no gramado que acabava de ser palco da nossa mais perfeita sintonia amorosa de todos os tempos.

Eu baixei os olhos  e sussurei:

– Você não está errado Emmet?

– Então você não me amava Rose? Você começou me desejando ou se satisfazendo sua natureza, mas e quando,  se é que esse sentimento existe, passou a acontecer?

Suspirei e olhei e pedi a atenção dele com toda as minhas forças.

– Quando eu acordei desejei muito a minha morte. Por dias e dias agonizei o desejo de vingança e o fiz com todo a frieza que a imortalidade me reservara.
Depois daqueles dias o que eu faria pelo resto do meu tempo?
Quem continuaria me desejando ou lutando para ficar ao lado da minha beleza tão bem cultivada?
O que eu queria de verdade? Eu não sabia responder a mim mesma, Emmet.
Passei boa parte dos meus dias e noites visitando a casa de Vera. Ficava me imaginando lavando, passando, cozinhando… amamentando.
Comecei a me conscientizar de que nada daquilo me pertencia mais. E então fui buscar alguma coisa mais prazerosa, eu não conhecia nada do mundo dos ‘frios’.
Carlisle não me segurou e me deixou sair por uns tempos.
Fui para o Sul da França. Eu gostava de ser cortejada pelos homens e me sentia mais próxima de mim todas as vezes que vários homens desejam passar uma noite comigo. Contudo, nunca consegui finalizar uma noite, o trauma do que eu tinha vivido na minha última noite como humana.”
Numa daquelas noites de festa, mais um momento de eu me sentir a atração, eu me vi fugindo. Parei na janela da casa de Vera, queria ver seu filho, saber como estavam.
O filho dela era um homem e eu o desejei como nunca.
Vera tinha morrido por uma epidemia que tomara conta do vilarejo e não havia perigo em aparecer para ele já que não me reconheceria.
Esperei por ele perto de um riacho, me vesti de uma forma bastante atraente e ele chegou acompanhado de uma mulher. Eles riam e já se moviam para mergulhar no riacho. Eu saí antes que me vissem.
Eles se amaram como eu nunca vi ninguém fazendo.
Retornei para casa e Carlisle estava me esperando. Não mencionei nada e passei a viver da lembrança do que presenciei naquele riacho.
Eu encontrei você, Emmet e o desejei da mesma forma.
O que você nunca soube é que minha vida era uma frustração de silêncio e dor. E eu nunca soube lidar com isso.

Emmet me abraçou em silêncio e beijou meus cabelos, envolveu meu corpo e me fez declaração em francês.

Eu ri, uma espécie de aceitação, pela primeira vez, de corresponder, sem medo de qualquer rejeição de que eu era uma mulher amada e que tinha muito e viver ao lado dele, ainda que os pensamentos fossem pervertidos.

Saímos para caçar mas antes de voltar para casa ainda sequestrei muitos beijos de Emmet, beijos ardentes e lascivos. Essa era eu, adormecida.

Por Escritora.

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2 Comentários leave one →
  1. bialimak permalink
    03/09/2010 12:06

    OMG QUE FOFO!!!!!! Amo a meiguice do Emmet com a Rose…
    Acho que vc traduz perfeitamente meu sentimento em relação á eles…

    Beijos Camila,

    Aguardando mais…

  2. ness permalink
    03/05/2011 20:57

    Nossa é mt legal as historias q vc escreve em ”O silêncio de rosalie ” , so espero q vc escreva +++ , estou na espectativa p/ isso !!!

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