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Recapitulando TOP 3 – A Briga

18/11/2009

Opa gente antes tarde do que nunca…desculpem o atraso, ja ja o top 2 aparece tb! \o/

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“As semanas se passaram e Jacob ainda não atendia a meus telefonemas. Começou as e tornar uma preocupação constante. Como uma torneira pingando no fundo de minha mente que eu não conseguia fechar nem ignorar. Pinga, pinga, pinga. Jacob, Jacob, Jacob.”

“- Não é você, Bella – disse Edward em voz baixa. – Ninguém odeia você.

– Parece que é assim – murmurei, cruzando os braços. Não passava de um gesto de teimosia. Agora não havia buraco ali; eu mal conseguia me lembrar da sensação de vazio.

– Jacob sabe que voltamos e tenho certeza de sabe que estou com você – disse Edward. – Ele não chega perto de mim. A inimizade é profundamente arraigada.

– Isso é idiotice. Ele sabe que você não é… como os outros vampiros.

– Ainda é um bom motivo para guardar uma distância segura. Olhei às cegas pelo pára-brisa, vendo apenas o rosto de Jacob preso na máscara de amargura que eu odiava.

– Bella, nós somos o que somos – disse Edward baixinho. – Posso me controlar, mas duvido que ele possa. Ele é muito novo. Será muito provável começar uma briga, e não sei se posso evitar que eu o m… – Ele se interrompeu, depois continuou, depressa: – Que eu o machuque. Você ficaria infeliz. Não quero que isso aconteça.

Lembrei-me do que Jacob tinha dito na cozinha, ouvindo as palavras com a recordação perfeita de sua voz rouca. Não sei se sou controlado o suficiente para lidar com isso… você, provavelmente, não ia gostar muito se eu matasse sua amiga. Mas ele fora capaz de lidar com isso, daquela vez…

– Edward Cullen – sussurrei. – Você ia dizer “que eu o mate”? Ia?

… – Eu me esforçaria… muito… para não fazer isso – disse Edward por fim.

Eu o encarei boquiaberta, mas ele continuou a olhar para frente. Estávamos parados na placa de pare da esquina.

De repente, lembrei-me do que aconteceu com Páris quando Romeu voltou. As orientações de palco eram simples: Eles brigam. Páris cai.

Mas isso era ridículo. Impossível.”

“- Ele ainda está aqui? – sibilei.

– Está. Está esperando por nós. – Edward me disse, fazendo um sinal para a trilha estreita que dividia em duas a margem escura da floresta.

Pulei do carro, correndo para as árvores com as mãos já cerradas em punhos para o primeiro soco.

Por que Edward tinha de ser tão mais rápido do que eu?

Ele me pegou pela cintura antes que eu chegasse à trilha.

– Me solte! Eu vou matá-lo! Traidor! – gritei para as árvores.

– Charlie vai ouvir você – alertou-me Edward. – E depois de colocar você para dentro, talvez lacre a porta com tijolos. Olhei a casa por instinto, e parecia que a moto vermelha e reluzente era tudo o que eu podia ver. Eu estava vendo vermelho.

Minha cabeça latejou de novo.

– Só me dê um round com Jacob, depois vou lidar com Charlie.

– Eu lutava inutilmente para me libertar.

– Jacob Black quer me ver. É por isso que ele ainda está aqui. Isso me esfriou – arrancou a luta de mim. Minhas mãos ficaram moles. Eles brigam; Páris cai.

Eu estava furiosa, mas não tão furiosa.

– Para conversar? – perguntei.

– Mais ou menos.

– Mais para mais? – Minha voz tremia.

Edward tirou meu cabelo do rosto.

– Não se preocupe, ele não veio aqui para lutar comigo. Está agindo como… um porta-voz do bando.

– Ah!”

“- Bella – disse Jacob, inclinando a cabeça para mim sem desviar os olhos de Edward.

– Por quê? – sussurrei, tentando esconder o som do bolo em minha garganta. – Como pôde fazer isso comigo, Jacob?

O esgar desapareceu, mas seu rosto continuava sério e rígido.

– É para o seu bem.

– O que é que isso significa? Quer que Charlie me estrangule? Ou quer que ele tenha um ataque cardíaco, como Harry? Por mais chateado que você esteja comigo, como pôde fazer isso com ele? Jacob estremeceu e suas sobrancelhas se uniram, mas ele não respondeu.

– Ele não quer magoar ninguém… Só quer que você fique de castigo, assim você não terá permissão para ficar comigo – murmurou Edward, explicando os pensamentos que Jacob não exprimira.

Os olhos de Jacob cintilaram de ódio ao fitarem Edward novamente.

– Ai, Jake! – gemi. – Eu estou de castigo! Por que acha que não fui a La Push para te dar um chute por evitar meus telefonemas?

Os olhos de Jacob lampejaram para mim, confusos pela primeira vez.

– Foi por isso? – perguntou ele, depois cerrou o queixo, como se lamentasse ter falado.

– Ele pensou que eu a estivesse impedindo, não Charlie – explicou Edward de novo.

– Pare com isso – rebateu Jacob.

Edward não respondeu.

Jacob deu de ombros uma vez, depois trincou os dentes com a mesma força com que cerrava os punhos.

– Bella não exagerou sobre suas… habilidades – disse ele entre os dentes. – Então já deve saber por que estou aqui.

– Sim – concordou Edward numa voz tranqüila. – Mas, antes que comece, preciso dizer uma coisa.

Jacob esperou, abrindo e cerrando as mãos como se tentasse controlar os tremores que percorriam seus braços.

– Obrigado – disse Edward, e sua voz pulsava com a profundidade de sua franqueza. – Nunca serei capaz de lhe dizer o

quanto sou grato. Vou ficar lhe devendo pelo resto de minha… existência.

Jacob o olhou sem expressão, os ombros imobilizados de surpresa. Ele trocou um olhar rápido comigo, mas meu rosto estava igualmente pasmo.

– Por manter Bella viva – esclareceu Edward, a voz áspera e fervorosa. – Quando eu… não fiz isso.

– Edward – comecei a dizer, mas ele ergueu a mão, os olhos em Jacob.

A compreensão inundou o rosto de Jacob antes que a mascara severa voltasse.

– Não fiz isso por você.

– Sei. Mas isso não anula a gratidão que sinto. Achei que você devia saber. Se houver algo a meu alcance que eu possa fazer por você…

Jacob ergueu uma sobrancelha escura.

Edward sacudiu a cabeça.

– Isso não está a meu alcance.

– De quem, então? – grunhiu Jacob.

Edward olhou para mim.

– Dela. Aprendo rápido Jacob Black, e não cometo o mesmo erro duas vezes. Fico aqui enquanto ela não me mandar embora.

Por um momento fiquei imersa em seu olhar dourado. Não era difícil entender o que eu perdera na conversa. A única coisa que Jacob podia querer de Edward seria sua ausência.

– Nunca – sussurrei, ainda presa nos olhos de Edward. Jacob soltou um som nauseado.

Libertei-me, sem vontade, do olhar de Edward para franzir o cenho para Jacob.

– Queria mais alguma coisa, Jacob? Você queria me criar

problemas… Missão cumprida. Charlie pode me mandar para a academia militar. Mas isso não vai me afastar de Edward. Não há nada que possa fazer isso. O que mais você quer?

Jacob não tirava os olhos de Edward.

– Eu só precisava lembrar a seus amigos sanguessugas de alguns pontos importantes do pacto que fizemos. O pacto que é o único motivo que me impede de dilacerar a garganta dele neste exato minuto.

– Nós não nos esquecemos – disse Edward ao mesmo tempo que eu perguntava: “Que pontos importantes?”

Jacob ainda encarava Edward, mas a resposta foi para mim.

– O pacto é muito especifico. Se algum deles morder um humano, a trégua acabou. Morder, não matar – destacou ele. Por fim, ele me olhou. Seus olhos eram frios.

Só precisei de um segundo para apreender a distinção, depois meu rosto ficou frio como o dele.”

– Isso não é da sua conta.

– Uma ova que… – foi só o que ele conseguiu dizer.

– Jake? Você está bem? – perguntei, ansiosa. Dei meio passo na direção dele, mas Edward me pegou e me puxou para trás de seu corpo.

– Cuidado! Ele está fora de controle – alertou-me. Mas Jacob já se recuperava; agora só os braços tremiam. Ele fechou a cara para Edward com puro ódio.

– Argh. Eu nunca a machucaria.

Nem Edward nem eu deixamos passar a inflexão, ou a acusação ali. Um silvo baixo escapou dos lábios de Edward. Jacob cerrou os punhos por reflexo.

Olhei para Jacob, dilacerada. Será que o veria outra vez?

– Desculpe – sussurrou ele tão baixo que tive de ler seus lábios para entender. – Tchau, Bells.

– Você prometeu – lembrei a ele com desespero. – Ainda somos amigos, não é?

Jacob sacudiu a cabeça devagar e o nó em minha garganta quase me estrangulou.

– Sabe o quanto tentei manter a promessa, mas… não vejo como continuar tentando. Não agora… – Ele lutava para manter a máscara severa, mas ela oscilou e depois desapareceu. – Sinto sua falta – murmurou. Uma de suas mãos se estendeu para mim, os dedos esticados, como se ele quisesse que fossem bastante longos para cruzar a distância entre nós.

– Eu também – eu disse, engasgada. Minha mão se estendeu para ele no espaço amplo.

Como se estivéssemos conectados, o eco de sua dor se retorceu dentro de mim. A dor dele, minha dor.

– Jake… – Dei um passo para ele. Eu queria abraçá-lo e apagar a expressão de infelicidade em seu rosto.

Edward me puxou de volta, os braços restritivos, não defensivos.

– Está tudo bem – garanti a ele, olhando para ver seu rosto com a confiança em meus olhos. Ele entenderia.

Seus olhos eram insondáveis, sua face, sem expressão. Fria.

– Não está, não.

– Solte-a – rosnou Jacob, furioso de novo. – Ela quer! – Ele avançou dois passos longos. Uma centelha de expectativa faiscava em seus olhos. Seu peito parecia inchar enquanto tremia.

Edward me puxou para trás, girando para encarar Jacob.

– Não! Edward…!

“Eu dei um puxão e ele relaxou um pouco. Ele me puxou para trás devagar, sempre de olho em Jacob enquanto nos retirávamos. Jacob nos observou com uma carranca sombria na face amargurada. A expectativa desaparecera de seus olhos e depois, pouco antes de a floresta se interpor entre nós, seu rosto de repente se enrugou de dor.

Eu sabia que o último vislumbre de seu rosto me assombraria até que eu o visse sorri outra vez.

E exatamente ali eu jurei que o veria sorrir, e em breve. Eu encontraria um jeito de manter meu amigo.

Edward mantinha o braço apertado em minha cintura, segurando-me perto dele. Só por isso as lágrimas não despencaram de meus olhos.

Eu tinha sérios problemas. Meu melhor amigo me colocava na conta de seus inimigos. Victoria ainda estava à solta, colocando em perigo todos a quem eu amava.”

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One Comment leave one →
  1. gabyee permalink
    19/11/2009 09:29

    ;~~~~~~~~~

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