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Rcapitulando TOP 4 – O Encontro e o REencontro

16/11/2009

“Parecia que eu estava presa em um daqueles pesadelos apavorantes em que você precisa correr, correr até os pulmões explodirem, mas não consegue fazer com que seu corpo se mexa com rapidez suficiente. Minhas pernas pareciam se mover com uma lentidão cada vez maior à medida que eu lutava para atravessar a

multidão insensível, mas os ponteiros do enorme relógio da torre não eram lentos. Com uma força implacável, eles se aproximavam inexoravelmente do fim – do fim de tudo.

Mas isso não era um sonho, e, ao contrário do pesadelo, eu não estava correndo para salvar a minha vida; eu corria para salvar algo infinitamente mais precioso. Hoje minha própria vida pouco significava para mim.

Alice dissera que havia uma boa possibilidade de que morrêssemos ali. Talvez fosse diferente se ela não estivesse na armadilha que era a luz do sol intensa; só eu estava livre para correr por aquela praça cintilante e abarrotada.

E eu não conseguia correr com rapidez suficiente.

Então não me importava que estivéssemos cercados de inimigos extraordinariamente perigosos. À medida que o relógio começava a soar a hora, vibrando sob a sola de meus pés lentos, eu sabia que era tarde demais para mim – e fiquei feliz que alguma coisa sedenta de sangue esperasse nos bastidores. Pois, falhando nisso, eu perderia qualquer desejo de viver. O relógio soou novamente e o sol incidia exatamente no meiodo céu.”

“- Edward! – gritava, sabendo que era inútil. A multidão era ruidosa demais e minha voz estava fraca por causa do esforço. Mas eu não conseguia parar de gritar.”

“- Edward, não! – gritei, mas minha voz se perdeu no rugido do carrilhão.

Agora eu podia vê-lo. E podia ver que ele não podia me ver.

Era ele mesmo, desta vez não era alucinação. Percebi que minhas ilusões eram mais falhas do que eu pensara; elas nunca lhe fizeram justiça.

Edward estava de pé, imóvel como uma estátua, a apenas alguns metros da entrada do beco. Seus olhos estavam fechados, as olheiras de um roxo-escuro, os braços relaxados ao lado do corpo, a palma das mãos voltada para a frente. Sua expressão estava muito tranqüila, como se estivesse tendo sonhos agradáveis. A pele marmórea de seu peito estava à mostra – havia um pequeno monte de tecido branco a seus pés. A luz refletida pelo calçamento da praça brilhava fraca em sua pele.

Nunca vi nada mais lindo – mesmo enquanto eu corria, ofegando e gritando, pude perceber. E os últimos sete meses nada significaram. E as palavras dele no bosque nada significaram. E não importava se ele não me quisesse. Eu jamais desejaria nada a não ser ele, não importa o quanto vivesse.

O relógio bateu e ele deu um longo passo para a luz.

e segurado. Perdi o fôlego e minha cabeça pendeu para trás. Seus olhos escuros se abriram devagar enquanto o relógio soava novamente. Ele olhou para mim numa surpresa muda.”

– Não! – gritei. – Edward, olhe para mim!

Ele não ouvia. Sorria de modo muito sutil. Levantou o pé para dar o passo que o colocaria diretamente sob o sol. Eu me choquei contra ele com tanta intensidade que a força teria me atirado no chão se os braços dele não tivessem me agarrado

“Ele parecia bestificado. Sua mão afagou meu rosto com delicadeza. Ele não pareceu perceber que eu tentava obrigá-lo a voltar. Eu podia estar empurrando as paredes do beco, a julgar pelo progresso que fazia. O relógio soou, mas ele não reagiu.

Foi muito estranho, porque eu sabia que nós dois corríamos um risco mortal. Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira. Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo. Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele. Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita – não curada, mas como se nunca tivesse havido nenhuma ferida.”

“- O que foi isso? – perguntou ele educadamente.

– Não estamos mortos, ainda não! Mas temos que sair daqui antes que os Volturi…

A compreensão faiscou em seu rosto enquanto eu falava. Antes que eu pudesse terminar, ele de repente me puxou da beira da sombra e me girou sem esforço, pondo-me atrás dele, com as costas coladas à parede de tijolos, enquanto olhava o beco. Seus braços se abriram, protetores, na minha frente.

Olhei por baixo de seu braço e vi duas formas negras destacadas no escuro.”

“Edward baixou os braços e também relaxou – mas de derrota.

– Jane – suspirou ele, em reconhecimento e resignação.”

“- Acompanhem-me – falou Jane de novo, a voz infantil e monótona. Ela deu de costas para nós e vagou em silêncio para o escuro.”

“A sala não estava vazia. Algumas pessoas se reuniam numa conversa que aparentava ser relaxada. O murmúrio de vozes baixas e suaves era um zumbido delicado no ar….Mas o homem que falou primeiro usava um dos mantos longos, preto feito breu e roçando no chão. Por um momento, pensei que seu cabelo longo e preto fosse o capuz do manto.”

“- Está vendo, Edward? – O vampiro estranho se virou e sorriu para Edward como um avô afetuoso mas rabugento. – O que eu lhe disse? Não está feliz por eu não lhe ter dado o que queria ontem?

– Sim, Aro, estou – concordou ele, apertando o braço em minha cintura.

– Adoro finais felizes. – Aro suspirou. – São tão raros! Mas quero a história toda. Como isso aconteceu? Alice? – Ele voltou o olhar enevoado e curioso para Alice. – Seu irmão parecia pensar que você era infalível, mas parece que houve algum equívoco.”

“- Conte-nos a história. – Aro, com sua voz leve, quase cantava.”

“- É que é tão difícil de entender, mesmo agora – refletiu Aro, olhando o braço de Edward em minha cintura. Para mim, era difícil acompanhar a linha de raciocínio caótica de Aro. Eu me esforçava para entender. – Como pode ficar assim tão perto dela?

– Não sem esforço – respondeu Edward calmamente.

– Mas ainda assim… La tua cantante! Que desperdício!

Edward riu uma vez, sem nenhum humor.

– Vejo isso mais como um preço.

Aro estava cético.”

“- Só de me lembrar o apelo que ela tem a você… – Aro riu. – Fico com sede.

Edward se contraiu.

– Não fique perturbado – Aro o tranqüilizou. – Não pretendo causar nenhum dano a ela. Mas estou muito curioso com uma questão em particular. – Ele me olhou com vivo interesse. – Posso? – perguntou ansiosamente, erguendo a mão.

– Peça a ela – sugeriu Edward numa voz monótona.

– Claro, que grosseria a minha! – exclamou Aro. – Bella – ele agora se dirigia a mim. – Estou fascinado que você seja a única exceção ao talento impressionante de Edward… É tão interessante que aconteça uma coisa dessas! E estava me perguntando, uma vez que nossos talentos são em muitos aspectos semelhantes, se você faria a gentileza de me permitir tentar… ver se você é uma exceção

também para mim?”

“- É um começo – disse a si mesmo. – Pergunto-me se ela é imune a nossos outros talentos… Jane, minha cara?

– Não! – Edward rosnou a palavra. Alice pegou seu braço com ímpeto. Ele se livrou dela.

A pequena Jane sorria feliz para Aro.

– Sim, meu senhor?

– Imagino, minha querida, se Bella é imune a você.

Eu mal podia ouvir Aro com os rosnados furiosos de Edward. Ele me soltou, movendo-se para me esconder da visão deles. Caius veio em nossa direção com sua comitiva, para olhar.

Jane virou-se para nós com um sorriso beatifico.

– Não! – Alice gritou enquanto Edward se atirava para a menina.

Antes que eu pudesse reagir, antes que alguém pudesse se colocar entre eles, antes que os seguranças de Aro pudessem se compor, Edward estava no chão.”

– Pare! – gritei, minha voz ecoando no silêncio, e pulei para me interpor entre eles.

Mas Alice atirou os braços ao meu redor num aperto insuportável e ignorou meu esforço. Nenhum som saiu dos lábios de Edward enquanto ele se contorcia nas pedras. Parecia que minha cabeça ia explodir com a dor de assistir àquilo.”

“- E o que vamos fazer com vocês agora? – Aro suspirou. Edward e Alice se enrijeceram. Essa era a parte que eles esperavam. Eu comecei a tremer.

– Não suponho que haja alguma possibilidade de você ter mudado de idéia? – perguntou Aro a Edward, cheio de esperança. – Seu talento seria um excelente incremento para nossa pequena companhia.”

“- Unir-se ou morrer, não é? Desconfiei disso quando fomos trazidos a esta sala. Bem de acordo com suas leis. O tom de sua voz me surpreendeu. Ele parecia colérico, mas havia algo premeditado no modo como falou – como se tivesse

escolhido as palavras com muito cuidado.

– É claro que não. – Aro piscou, atordoado. – Já estávamos reunidos aqui, Edward, esperando pelo retorno de Heidi. Não por você.

– Aro – sibilou Caius. – A lei os reclama.

Edward fitou Caius.

– Como assim? – perguntou ele. Aro devia saber o que Caius estava pensando, mas parecia decidido a obrigá-lo a falar em voz alta.

Caius apontou um dedo esquelético para mim.

– Ela sabe demais. Você expôs nossos segredos. – A voz era fina como papel, exatamente como sua pele.”

“- A não ser… – interrompeu Aro. Ele parecia infeliz com o rumo que a conversa tomara. – A não ser que pretenda dar-lhe a imortalidade.

Edward franziu os lábios, hesitando por um momento antes de responder.

– E se eu der?

Aro sorriu, feliz de novo.

– Assim estaria livre para ir para casa e levar meus cumprimentos a meu amigo Carlisle. – Sua expressão tornou-se mais hesitante. – Mas receio que tenha de estar sendo sincero.”

“Edward olhou-me de cima com uma expressão torturada. E depois Alice se afastou de nós, indo até Aro. Nos viramos para olhar. Sua mão estava erguida, como a dele. Ele não disse nada e Aro afastou os seguranças ansiosos quando eles se moveram para impedir a aproximação dela. Aro a encontrou a meio caminho e pegou sua mão com um brilho de ansiedade e cobiça nos olhos.”

“- Rá, rá, rá – ele riu, a cabeça mais tombada para a frente. Ele olhou para cima devagar, os olhos brilhando de emoção. – Isso foi fascinante!

Alice deu um sorriso seco.

– Fico feliz que tenha gostado.

– Ver as coisas que você viu… Em especial aquelas que ainda não aconteceram! – Ele sacudiu a cabeça, maravilhado.

– Mas acontecerão – ela comentou, a voz calma.

– Sim, sim, está bem determinado. Certamente não há problema.

Caius parecia amargamente decepcionado – uma sensação que ele parecia compartilhar com Felix e com Jane.

– Aro – queixou-se Caius.

– Meu caro Caius. – Aro sorriu. – Não se aflija. Pense nas possibilidades! Eles não se unirão a nós hoje, mas sempre podemos ter esperança quanto ao futuro. Imagine a alegria que a jovem Alice, sozinha, poderia trazer à nossa pequena família… Além disso, estou terrivelmente curioso para ver como Bella ficará!”

“- Então agora estamos livres para partir? – perguntou Edward numa voz monótona.

– Sim, sim – disse Aro com satisfação. – Mas, por favor, volte a nos visitar. Foi absolutamente fascinante!

– E nós também os visitaremos – prometeu Caius, os olhos subitamente semicerrados como o olhar de pálpebras pesadas de um lagarto. – Para nos assegurarmos de que sua parte foi cumprida. Em seu lugar, eu não me demoraria muito. Não oferecemos uma segunda chance.”

“O maxilar de Edward trincou, mas ele assentiu uma vez. Caius deu um sorriso malicioso e voltou para onde Marcus ainda estava sentado, imóvel e desinteressado.

Felix grunhiu.

– Ah, Felix. – Aro sorriu, divertindo-se. – Heidi estará aqui a qualquer momento. Paciência.

– Hmmm. – A voz de Edward tinha certa tensão. – Nesse caso, talvez seja melhor partimos o quanto antes.

– Sim – concordou Aro. – É uma boa idéia. Acidentes acontecem. Mas, por favor, esperem até que escureça, se não se importam.”

“- Ah, Edward – eu disse, e estava chorando de novo. Era uma reação tão idiota. As lágrimas eram espessas demais para que eu visse seu rosto de novo, e isso era indesculpável. Eu só tinha até o pôr-do-sol, sem dúvida. Como um conto de fadas outra vez, com prazos que encerravam a magia.

– Qual é o problema? – perguntou ele, ainda ansioso, afagando minhas costas de modo gentil.

Passei os braços em seu pescoço – qual era a pior coisa que ele podia fazer? Só me afastar – e abracei-o com força.

– É muito doentio de minha parte ficar feliz agora? – perguntei.

Minha voz falhou duas vezes. Ele não me afastou. Puxou-me com firmeza para perto de seu peito gelado, tão firme que mal conseguia respirar, mesmo com meus

pulmões sem dúvida intactos.

– Sei exatamente o que quer dizer – sussurrou ele. – Mas temos muitos motivos para ficar felizes. Primeiro, estamos vivos.

– Sim – concordei. – Esse é um bom motivo.

– E juntos – sussurrou ele. Seu hálito era tão doce que fez minha cabeça girar.

Eu só assenti, certa de que ele não colocaria o mesmo peso que eu nessa consideração.

– E com alguma sorte ainda estaremos vivos amanhã.

– Espero que sim – disse, inquieta.

– A perspectiva é muito boa – garantiu-me Alice. Ela estivera tão quieta que quase me esqueci de sua presença. – Vou ver Jasper em menos de vinte e quatro horas – acrescentou num tom satisfeito. Alice tinha sorte. Podia confiar em seu futuro.

Não conseguia tirar os olhos do rosto de Edward por muito tempo. Eu o fitava, querendo mais do que nunca que o futuro jamais acontecesse. Que aquele momento durasse para sempre ou, se não fosse possível, que eu parasse de existir quando acabasse. Edward retribuiu meu olhar, seus olhos escuros suaves, e era fácil fingir que ele sentia o mesmo. E foi o que fiz. Eu fingi, para tornar o momento mais maravilhoso. As pontas de seus dedos acompanharam os círculos sob meus olhos.

– Você parece muito cansada.

– E você parece estar com sede – sussurrei, examinando as manchas roxas sob as íris negras.

Ele deu de ombros.

– Não é nada.

– Tem certeza? Posso me sentar com Alice – propus, de má vontade; eu preferia que ele me matasse ali a que se afastasse um centímetro que fosse de onde eu estava.

– Não seja ridícula – Ele suspirou; o hálito doce acariciou meu rosto. – Nunca tive mais controle desse aspecto de minha natureza do que tenho agora.”

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6 Comentários leave one →
  1. eurides permalink
    16/11/2009 22:31

    oi meninas dei uma sumida né???
    mas é que meu marido passou mau não resistiu mais ao cancer e infelizmente faleu na semana passada ,não tenho como descrever como está sendo dificil pra mim é sem duvida a maior dor que ja senti estou sem noção ainda do que vou fazer …
    só consegui me levantar hoje da cama e ler um pouco com vcs
    acho que ler é agora a unica coisa que me distrai um pouco e vcs que são d+
    estou com a net ruim e não estou conseguindo entrar no msn amanhã vão vim arrumar ai vejo se consiguo falar com vcs …
    estava tão anciosa esperando new mon nem sei mais se vou minhas amigas querem me levar mas não sei se consiguo sair do meu quarto ainda ..
    mas acabei de ver o especial e amei vcs arrasam no blog como sempre
    beijão….

  2. eurides permalink
    16/11/2009 22:32

    desculpe o erro faleceu…

    • 17/11/2009 00:50

      Ei, eu te mandei um e-mail! me diz se por acaso nao chegar okay!

      estamos aqui do seu lado!!!

      • eurides permalink
        17/11/2009 01:13

        ta bom amanhã eu vo tentar abrir os e-mails ta e vejo não ta abrindo uma merda a net ta ruim e brigadão pela força vcs são d+ adoruuuuu

  3. gabyee_ permalink
    17/11/2009 00:22

    sinto muito querida..
    ;~~~~~
    estamos aqui para o que vc precisar

    :**

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