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Recapitulando – TOP 06: O Segredo de Jacob

14/11/2009

“Dirigi até La Push decidida a esperar. Se fosse necessário, ficaria sentada na frente da casa dele a noite inteira. Eu ia faltar à aula. Em algum momento o garoto ia ter de chegar em casa e, quando chegasse, ia ter de falar comigo.”

[…]

“- O que você está fazendo aqui, Bella? – grunhiu Jacob. Jacob mudara radicalmente nas últimas semanas desde que eu o vira. O primeiro detalhe que percebi foi seu cabelo – seu lindo cabelo se fora, cortado bem curto, cobrindo a cabeça como um cetim preto, muito escuro. As maçãs do rosto pareciam ter enrijecido discretamente… envelhecido. O pescoço e os ombros também estavam diferentes, de algum modo mais largos. As mãos, onde pegavam na moldura da janela, eram enormes, com os tendões e as veias mais pronunciados sob a pele avermelhada. Mas a mudança física era insignificante.”

“Era a expressão que o deixava quase irreconhecível por completo. O sorriso aberto e franco sumira com o cabelo, o calor em seus olhos escuros se transformara num ressentimento taciturno que era imediatamente perturbador. Havia trevas em Jacob. Como se meu sol tivesse implodido.

– Jacob? – sussurrei.

Ele se limitou a me encarar, os olhos tensos e raivosos.

Percebi que não estávamos sozinhos. Atrás dele havia outros quatro; todos altos e de pele vermelha, o cabelo preto curto como o de Jacob. Podiam ser irmãos – não distingui Embry no grupo. A semelhança era intensificada pela hostilidade perturbadoramente idêntica em cada par de olhos.”

“Cada par, exceto um. Anos mais velho, Sam estava ao fundo, a expressão serena e segura. Tive de engolir a bile que subia por minha garganta. Eu queria bater nele. Não, eu queria fazer mais do isso.

Mais do que tudo, eu queria ser feroz e mortal, alguém com quem ninguém se atrevesse a se meter. Alguém que metesse medo em Sam Uley.”

“EU QUERIA SER UMA VAMPIRA.”

[…]

“O que você quer? – perguntou Jacob, a expressão tornando-se mais ressentida à medida que ele via as emoções passando por meu rosto.

– Quero conversar com você – respondi numa voz fraca. Tentei me concentrar, mas ainda estava às voltas com a fuga de meu sonho proibido.

– Pode falar – sibilou ele entre os dentes. Seu olhar era violento. Eu nunca o vira olhar para ninguém daquele jeito, e muito menos para mim. Isso me magoou com uma intensidade surpreendente; uma dor física, uma facada na cabeça.

– A sós! – sibilei, e minha voz era mais forte.

Ele olhou para trás e eu sabia para onde iriam seus olhos. Cada um dos garotos se virou para ver a reação de Sam.”

[…]

“- Vamos acabar logo com isso – disse numa voz rouca.

Eu esperei. Ele sabia o que eu queria.

– Não é o que você pensa. – Sua voz de repente era preocupada.

– Não era o que eu pensava… Eu não sabia de nada.

– Então o que é?

Ele examinou meu rosto por um longo momento, refletindo. A raiva jamais deixava completamente seus olhos.

– Não posso lhe dizer – disse ele por fim.

Meu queixo se enrijeceu e falei entre os dentes.

– Pensei que fôssemos amigos.

– Nós éramos. – Houve uma discreta ênfase no verbo no passado.

– Mas você não precisa mais de amigos – eu disse, amargurada.

– Você tem o Sam. Isso é muito bom… Você sempre o admirou tanto!

– Antes eu não o entendia.

– E agora você viu a luz. Aleluia.

– Não é como eu pensava. Não é culpa de Sam. Ele está me ajudando o máximo que pode. – Sua voz ficou frágil e ele olhou por sobre minha cabeça, para além de mim, a raiva ardendo nos olhos.

– Ele está ajudando você – repeti, em dúvida. – Claro.

Mas Jacob não parecia estar ouvindo. Respirava fundo e devagar, tentando se acalmar. Estava tão aborrecido que as mãos tremiam.

– Jacob, por favor – sussurrei. – Não vai me contar o que aconteceu? Talvez eu possa ajudar.

– Ninguém pode me ajudar agora. – As palavras foram um gemido baixo; sua voz falhou.

– O que ele fez com você? – perguntei, as lágrimas se empoçando em meus olhos. Estendi a mão para ele, como já fizera antes, avançando de braços abertos.

Desta vez ele se afastou, erguendo as mãos na defensiva.

– Não toque em mim – sussurrou ele.

– Sam, está vendo? – murmurei. As lágrimas estúpidas escaparam do canto de meus olhos. Eu as enxuguei com as costas da mão e cruzei os braços.

– Pare de culpar o Sam. – As palavras saíram rápido, como que por reflexo. Suas mãos se ergueram para torcer os cabelos que não estavam mais ali, depois caíram hesitantes.

– Então a quem eu devo culpar?

Ele deu um meio sorriso; era algo vazio e sem forma.

– Não vai querer ouvir isso.

– Mas é claro que vou! – rebati. – Eu quero saber e quero saber agora.

– Você está enganada – devolveu ele.

– Não se atreva a me dizer que estou errada… Não fui eu quem sofreu uma lavagem cerebral! Me diga agora de quem é a culpa por tudo isso, se não é de seu precioso Sam! – Você pediu – grunhiu ele para mim, os olhos com um brilho duro. – Se quiser culpar alguém, por que não aponta seu dedo para aqueles sanguessugas imundos e fedorentos que você ama tanto?”

[…]

“- Não é você, sou eu – sussurrei. – Há uma nova Bella.

– É sério, Bella. Eu não… – Ele lutou, e a voz ficava mais rouca à medida que ele tentava controlar a emoção. Os olhos estavam torturados. – Não sirvo para ser seu amigo, nem outra coisa. Não sou o que era antes. Eu não sou bom.”

[…]

“Foi quando ouvi o barulho que deve ter me despertado. Algo afiado arranhava minha janela com um som agudo, como unhas contra o vidro.”

[…]

“Jacob se segurava de maneira perigosa no alto do espruce que crescia no meio do pequeno jardim de Charlie. Seu peso tinha envergado a árvore na direção da casa e agora ele se balançava – a pernas penduradas a seis metros do chão – a menos de um metro de mim. Os galhos finos no alto da árvore arranhavam a lateral da casa com um som áspero.

– Estou tentando cumprir… – ele bufou de raiva, fazendo peso para trás e para a frente, enquanto o alto da árvore o sacudia – …minha promessa!”

[…]

“- Eu sei. Quero explicar… – Ele se interrompeu de repente, a boca aberta, quase como se algo lhe tivesse tirado o ar. Depois respirou fundo. – Mas não posso – disse ele, ainda com raiva. – Bem que eu queria.”

[…]

“- Olha, Bella, você nunca teve um segredo que não podia contar a ninguém?

Ele olhou para mim como quem sabia algo, e meus pensamentos saltaram de imediato para os Cullen. Esperava que minha expressão não transparecesse culpa.

– Uma coisa que sabia que tinha que esconder de Charlie, de sua mãe…? – pressionou ele. – Algo que você não falaria nem mesmo comigo? Nem mesmo agora?”

[…]

“- Consegue entender que eu possa estar no mesmo tipo de… situação? – Ele lutava de novo, parecendo se esforçar para encontrar as palavras certas. – Às vezes, a lealdade impede que você faça o que quer. Às vezes o segredo não é seu.

Eu não tinha como questionar aquilo. Ele estava com toda razão – eu tinha um segredo que não era meu; no entanto, que eu me sentia obrigada a proteger. Um segredo que, de repente, ele parecia conhecer por completo.

Ainda não via como isso se aplicava a ele, a Sam ou a Billy. O que aquilo tinha a ver com eles, agora que os Cullen tinham ido embora?

– Não sei por que veio aqui, Jacob, se ia me dar enigmas ao invés de respostas.

– Desculpe – sussurrou ele. – É tão frustrante!

Olhamos um para o outro por um longo tempo, no quarto escuro, os dois com expressão de desamparo.

– O que me mata – disse ele de repente – é que você já sabe. Eu já disse tudo a você!

– Do que você está falando?

Ele inspirou num sobressalto, depois se inclinou até mim, o rosto passando em um segundo do desalento para uma intensidade ardente. Olhou fundo em meus olhos e sua voz era rápida e ansiosa.

Pronunciou as palavras bem no meu rosto; o hálito quente como sua pele.

– Acho que tenho um jeito de resolvermos isso… Porque você sabe disso, Bella! Não posso lhe contar, mas se você adivinhasse! Isso me livraria de uma situação complicada!

– Quer que eu adivinhe? Adivinhe o quê?

– O meu segredo! Você consegue… Sabe qual é a resposta!


Pisquei duas vezes, tentando clarear as idéias. Estava muito cansada. Nada do que ele dizia fazia sentido.

Ele viu minha expressão desconcertada e seu rosto voltou a ficar tenso de esforço.

– Você me contou histórias de terror… Lendas dos quileutes.

Ele fechou os olhos e os abriu de novo.

– Sim. – A palavra foi tensa, fervorosa, como se ele estivesse frente a algo vital. Ele falou devagar, destacando cada palavra. – Você se lembra do que eu disse?

Mesmo no escuro, ele devia ser capaz de ver a mudança na cor de meu rosto. Como poderia me esquecer daquilo? Sem perceber o que estava fazendo, Jacob tinha me contado precisamente o que eu necessitava saber naquele dia… Que Edward era um vampiro.

Ele me fitou com os olhos que sabiam demais.”

[…]

“Agora eu me lembrava de tudo – de cada palavra que Jacob dissera naquele dia na praia, mesmo da parte antes de ele chegar aos vampiros, aos “frios”. Em especial dessa primeira parte.”

“Conhece alguma de nossas histórias antigas, sobre de onde viemos… quer dizer, dos quileutes?”, começou ele.

“Na verdade não”, admiti.

“Bom, há um monte de lendas, e dizem que algumas datam da grande inundação… Ao que parece, os antigos quileutes amarraram as canoas no topo das árvores mais altas da montanha para sobreviver, como Noé e a arca.” Ele sorriu, para me mostrar como dava pouco crédito a essas histórias. “Outra lenda diz que descendemos de lobos… E que os lobos ainda são nossos irmãos. É contra a lei da tribo matá-los.”

“E há as histórias sobre os frios.” A voz dele ficou um pouco mais baixa. “Os frios?”, perguntei, agora sem fingir estar intrigada.

“É. Há histórias dos frios tão antigas quanto as lendas dos lobos, e algumas são mais recentes. De acordo com a lenda, meu bisavô conheceu alguns. Foi ele quem fez o acordo que os manteve longe de nossas terras.” Ele revirou os olhos.

“Seu bisavô?”, eu o estimulei.

“Ele era um ancião da tribo, como meu pai. Olhe só, os frios são inimigos naturais dos lobos…Bom, não do lobo, mas dos lobos que se transformam em homens, como nossos ancestrais. Você pode chamar de lobisomens.”

“Os LOBISOMENS têm inimigos?”

[…]

“- O que você fez, Jacob? – perguntou ele.

Um dos outros, que não reconheci – Jared ou Paul – disparou por Sam e falou antes que Jacob pudesse se defender.

– Por que não consegue seguir as regras, Jacob? – gritou ele, atirando os braços para o alto. – Que diabos você está pensando? Ela é mais importante do que tudo… do que a tribo toda? Mais importante do que as pessoas que estão sendo mortas?

– Ela pode ajudar – disse Jacob em voz baixa.

– Ajudar! – gritou o rapaz, com raiva. Seus braços começaram a tremer. – Ah, é bem provável mesmo! Tenho certeza de que a amante de sanguessuga está morrendo de vontade de nos ajudar!

– Não fale dela desse jeito! – gritou Jacob, irritado pela crítica do rapaz.

Um tremor percorreu em ondas o corpo do outro, passando pelos ombros e descendo pela coluna.

– Paul! Relaxe! – ordenou Sam.

Paul sacudiu a cabeça, não em desafio, mas como se tentasse se concentrar.

– Meu Deus, Paul – murmurou um dos outros meninos, provavelmente Jared. – Controle-se.

Paul girou a cabeça para Jared, os lábios contorcidos de irritação. Depois voltou seu olhar para mim. Jacob deu um passo para se colocar na minha frente.

Foi o que bastou.

– Isso mesmo, proteja a garota! – rugiu Paul, ultrajado. Outro tremor, outra convulsão percorreu seu corpo. Ele atirou a cabeça para trás, um grunhido rasgando por entre os dentes.

– PAUL! – gritaram Sam e Jacob juntos.

Paul pareceu tombar para a frente, tremendo com violência. A meio caminho do chão, houve o som alto de algo se rasgando e o menino explodiu.

O pêlo prateado-escuro brotou do rapaz, fundindo-se numa forma cinco vezes maior do que ele – uma forma forte e curvada, pronta para atacar.

O focinho do lobo recuava nos dentes e outro grunhido rolou por seu peito colossal. Os olhos escuros e coléricos me focalizavam.

No mesmo segundo, Jacob atravessou correndo a estrada, direto para o monstro.

– Jacob! – gritei.

A meio passo, um longo tremor abalou a coluna de Jacob. Ele pulou para a frente, mergulhando de cabeça no ar.

“Com outro som áspero de algo se rasgando, Jacob também explodiu. Rompeu para fora de sua pele – fragmentos de roupa preta e branca se espalharam no ar. Aconteceu com tanta rapidez que, se eu piscasse teria perdido toda a transformação. Em um segundo era Jacob mergulhando no ar, no outro era o lobo castanho-avermelhado gigantesco – tão imenso que não consegui entender como sua massa podia caber dentro de Jacob – lançando-se para a fera prata que estava agachada.”

Jacob recebeu de frente a investida do outro lobisomem. Seus rosnados furiosos ecoaram como trovão nas árvores.”

Quero muito ver essa bofetada no Paul “diliça”

uehueeheuheuheuhuehueehueheueheueheueheue

😉

P.S.: Malz ae pele legenda em espanhol… 😀

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3 Comentários leave one →
  1. 16/11/2009 07:55

    Ai!!!!!!!!

    Jake sem camisa… ùuuuuuuiaaa!

  2. gabyee_ permalink
    16/11/2009 10:01

    *___*

    essas costas carameladas… /me suspira
    uuuuuuiii
    =x

    aiaiaiaiaiaiaiaiai
    4 diaaaaaass
    \o/

  3. Pah permalink*
    18/11/2009 14:52

    genteeee.. ele vai arrancar gritos no cinema.. to vendo já!

    *.*

    Jacob, vem com a titia.
    o/
    uahuauhauhsauhauhau

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