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Recapitulando – Top 08: Repetição e Adrenalina

12/11/2009
Banner Lua Nova

7. Repetição

Eu não tinha certeza do que diabos eu estava fazendo aqui. Será que eu estava tentando me jogar de volta naquele torpor de zumbí? Eu virei masoquista – desenvolví um gosto pela tortura? Eu divia ter ido direto pra La Push onde eu me sentia muito, muito mais saudável perto de Jacob. Essa não era uma coisa saudável a fazer.

Mas eu continuei a dirigir lentamente pela rua coberta de vegetação,  virando entre as árvores que se contorciam por cima de mim como um túnel verde, vivo. Minhas mãos estavam tremendo, então eu apertei elas no volante.

Eu sabia que parte pra eu estar fazendo isso era o pesadelo, agora que eu estava realmente acordada, o nada do sonho roía meus nervos, como um cão roendo um osso.

Havia uma coisa pra procurar. Inacessível e impossível, sem se importar e distraído… mas ele estava lá, em algum lugar. Eu tinha que acreditar nisso.
A outra parte era a estranha sensação de repetição que eu sentí no meu dia na escola hoje, a conhecidência da data. O sentimento de que eu estava recomeçando – talvez do jeito como o meu dia primeiro teria sido se eu realmente fosse a pessoa mais incomum na cafeteria naquela tarde.

As palavras corriam na minha cabeça, sem som, como se eu estivesse lendo elas ao invés de ouví-las. Será como se eu nunca tivesse existido. Eu estava mentindo pra mim mesma quando dividí o meu motivo pra vir aqui em duas partes. Eu não queria admitir a minha motivação mais forte. Porque eu estava mentalmente deteriorada.

A verdade é que eu queria ouvir a voz dele de novo, como ouví na minha estranha ilusão na Sexta. Por um breve momento, quando a voz dele veio de outra parte consciente da minha memória, quando a voz dele era perfeita e suave como o mel e não pálida como as outras memórias que eu costumava reproduzir, eu fui capaz de lembrar sem sentir dor.

Não durou muito; a dor me encontrou, assim como eu tinha certeza que faria com esse meu passeio bobo. Mas aqueles momentos preciosos quando eu pude ouvir a voz dele de novo eram um chamariz irresistível.

Eu tinha que encontrar um meio de repetir a experiêcia… ou talvez a melhor palavra fosse episódio. Eu estava esperando que deja vu fosse a chave. Então eu estava indo para a casa dele, um lugar onde eu não tinha ido desde a festa catastrófica do meu aniversário, há tantos meses atrás.
A grossa quase floresta crescia e passava pelas minhas janelas. A viagem continuou e continuou. Eu comecei a ir mais rápido, ficando nervosa. Por quanto tempo eu estive dirigindo?
“Oh, Jake, vai ficar tudo bem!”, eu prometí. “Se isso piorar você pode ir morar com Charlie e comigo. Não fique assustado, nós vamos pensar em alguma coisa!”
Ele ficou congelado por um segundo, e então ele envolveu seus
longos braços hesitantemente ao meu redor. “Obrigado, Bella”.
A voz dele estava mais rouca do que o normal.
Nós ficamos daquele jeito por um momento, e isso não me incomodou; na verdade, eu me sentia confortável com o contato. Isso não parecia nem um pouco com a última vez que eu havia sido abraçada por alguém. Isso era amizade. E Jacob era quentinho.
Era estranho pra mim, ficar perto assim – mais emocionalmente que fisicamente, apesar de o físico ser estranho pra mim também – de outro ser humano. Não era o meu estilo normal. Eu geralmente não me relacionava com as pessoas tão facilmente, num nível tão básico. Não com seres humanos.
“Se é assim que você vai reagir, eu vou enlouquecer mais vezes”. A voz de Jacob estava leve, normal de novo, e o sorriso dele estrondou nos meus ouvidos. Os dedos dele tocaram meus cabelos, leves e tentadores.
Bem, era amizade pra mim.
Eu me separei rapidamente, rindo com ele, mas determinada a
colocar as coisas de volta em perspectiva rapidinho.
“É difícil de acreditar que eu sou dois anos mais velha que você”, eu disse enfatizando as palavras mais velha. “Você faz eu me sentir uma anã”, ficando perto dele eu realmente tinha que inclinar a cabeça pra olhar para o seu rosto.
“Você está esquecendo que eu estou na casa dos querenta, é claro”.
“Oh, é mesmo”.
Ele deu um tapinha na minha cabeça. “Você é como uma
bonequinha”, ele zombou. “Uma boneca de porcelana”.
Eu revirei os olhos, dando outro passo pra trás. “Não vamos começar com as piadas de Albinos”.
“Sério, Bella, você tem certeza que não é uma?” Ele esticou seu
braço cor de cobre perto do meu. A diferença não me favorecia.
“Eu nunca ví ninguém mais pálido que você… bem, exceto por -” Ele parou, eu desviei o rosto, tentando não entender o que ele esteve prestes a dizer.
“Então vamos andar ou não?”
“Vamos lá”, eu concordei, mais entusiasmada do que estava a meio minuto atrás. A frase inacabada dele me lembrou porque eu estava aqui.

jakebelamoto

8. Adrenalina

“Ok, onde é a sua embreagem?”
Eu apontei para a alavanca no lado esquerdo do guidão. Soltar o apoio foi um erro. A moto pesada cambaleou embaixo de mim, ameaçando me jogar de lado. Eu agarrei o guidão de novo, tentando segurar direito.

“Jacob, eu não vou ficar de pé”, eu reclamei.
“Você vai quando estiver se movendo”, ele prometeu. “Agora, onde está seu freio?”
“Atrás do meu pé direito”.
“Errado”.
Ele agarrou minha mão direita e curvou meus dedos na alavanca em cima do regulador. “Mas você disse-“
“Esse é o freio que você quer. Não use o freio de trás agora, isso é pra depois, quando você souber o que está fazendo”.
“Isso não parece certo”, eu disse suspeitosamente. “Os dois freios não são importantes?”
“Esqueça o freio de trás, tá legal? Aqui-” Ele agarrou sua mão na minha e me fez puxar a alavanca pra baixo. “Esse é o seu freio. Não esqueça”. Ele apertou minha mão mais uma vez.
“Tá bom”. Eu concordei.
“Regulador?”
Eu virei punho direito.
“Trocador de marcha?”
Eu batí com o meu calcanhar esquerdo.
“Muito bom. Eu acho que você aprendeu todas as partes. Agora você só tem que começar a se mover”.
Uh-huh”, eu murmurei, com medo de dizer mais. Meu estômago estava se contorcendo de uma maneira estranha e eu achei que minha voz podia sair esganiçada. Eu estava morta de medo. Eu tentei pensar comigo mesma que o meu medo era sem motivos. Eu já havia  sobrevivido á pior coisa possível.
Em comparação com aquilo, porque  alguma coisa devia me assustar agora? Eu devia ser capaz de olhar na cara da morte e sorrir. Meu estômago não tava acreditando.
Eu olhei para a longa extensão da estrada de terra, incomodada pela grossa névoa verde que havia dos dois lados. A pista era arenosa e suja. Melhor que lama.
“Eu quero que você segure a embreagem”, Jacob instruiu. Eu agarrei meus dedos na embreagem.
“Agora isso é crucial, Bella”, Jacob se estressou. “Não solte isso, Ok?
Eu quero que você finja que está segurando uma granada armada. O pino saiu e você está segurando o trinco”.Eu apertei com mais força.
Dessa vez eu mesma tentei dar a partida. Foi complicado; eu tive que pular um pouco pra bater no pedal com força suficiente, e toda vez que eu fazia isso, a moto tentava me derrubar. As mãos de Jacob ficaram no guidão, prontas pra me segurar se eu caísse. Foram várias tentativas boas, e muitas ruins, antes que o motor roncasse vindo á vida embaixo de mim. Me lembrando de segurar a granada, eu virei a alavanca, experimentando.
Ela roncou com o menor toque. O meu sorriso imitou o de Jacob agora.

“Vá com calma na embreagem”, ele me lembrou.

“Você quer se matar então? É esse o problema?” A outra voz falou de novo, com um tom severo.
Eu sorri com força – estava funcionando – e eu ignorei as perguntas.
Jacob não ia deixar nada sério acontecer comigo.
“Volte pra casa pra Charlie”, a voz ordenou. A beleza transparente
me deslumbrou. Eu não podia deixar minha memória deixá-la ir, não
importava o preço.
“Solte devagarzinho”, Jacob me encorajou.
“Eu vou”, eu disse. Me incomodou um pouco quando eu percebí que estava respondendo pra eles dois.
A voz na minha cabeça rosnou contra o ronco da moto. Tentando me concentrar desse vez, sem deixar a voz me ofuscar de novo, eu relaxei minha mão aos poucos. De repente, a marcha funcionou e me impulsionou pra frente.

Eu estava voando.
Havia um vento que não estava lá antes, soprando a pele do meu crânio e fazendo o meu cabelo voar pra trás com força suficinte pra fazer parecer que alguém o estava puxando. Eu deixei o meu estômago lá no lugar de onde eu havia saído; a adrenalina passou pelo meu corpo, fazendo cócegas nas minhas veias.
As árvores passavam correndo por mim, parecendo uma parede borrada de verde. Essa era só a primeira marcha, meu pé se aproximou do trocador de marcha enquanto eu procurava por mais força.

“Não, Bella” a voz raivosa, doce como mel ordenou no meu ouvido.
“Veja o que você está fazendo!”
belaed

Isso me distraiu o suficiente da velocidade pra que eu percebesse que a estrada estava começando numa leve curva para a esquerda, e eu ainda estava indo em frente. Jacob não havia me ensinado a virar.

“Freios, freios”, eu murmurei pra mim mesma, e eu instintivamente batí o meu pé direito, como eu faria na minha caminhonete. A moto ficou instavel de repente embaixo de mim, tremendo primeiro pra um lado e depois pro outro. Eu estava sendo arrastada para a parede verde, e eu estava indo rápida demais. Eu tentei virar o guidão para a outra direção, e a mudança repentina de peso empurrou a moto pro chão, ainda virando na direção das árvores.
A moto caiu por cima de mim, roncando alto, me jogando no chão molhado até que eu batí em alguma coisa que me fez parar. Eu não conseguia enxergar. Meu rosto estava misturado com os musgos. Eu tentei levantar minha cabeça, mas havia algo me atrapalhando. Eu estava ofuscada e confusa. Parecia que haviam três coisas rosnando – a moto em cima de mim, a voz na minha cabeça, e alguma outra coisa…
“Bella”, Jacob gritou, e eu ouví o motor da outra moto ser desligado.
A moto já não estava mais me prendendo no chão, e eu me virei pra respirar. Todos os rosnados ficaram silenciosos.
“Uau”, eu murmurei. Eu estava vibrando de emoção. Tinha que ser isso, a receita para a alucinação – a dose extra de adrenalina mais estupidez. Ou algo mais ou menos assim, de qualquer forma.
“Bella”, Jacob estava se abaixando perto de mim ansiosamente.
“Bella, você está viva?”
“Eu estou ótima!”, eu me entusiasmei. Eu flexionei meus braços e
pernas. Tudo parecia estar funcionando corretamente. “Vamos fazer de novo”.
“Eu acho que não”, Jacob ainda parecia preocupado. “Eu acho melhor te levar á um hospital antes”.
“Eu estou bem”.
“Um, Bella? Você está com um corte enorme na sua testa, e ele está  sangrando”, ele me informou. Eu coloquei minha mão na testa. Com certeza, ela estava molhada e grudenta. Eu não conseguia sentir o cheiro de nada além dos musgos
molhados no meu rosto, e isso impediu a náusea.
“Oh, me desculpe, Jacob”. Eu segurei com força no meu ferimento, como se eu pudesse empurrar o sangue de volta para a minha testa.
“Porque você está se desculpando por sangrar?” ele se perguntou
enquanto colocava um braço pela minha cintura e me ajudava a ficar de pé. “Vamos. Eu dirijo”
jaketenso e bela
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10 Comentários leave one →
  1. 12/11/2009 13:48

    Uou!!!!!

    Sem palavras!

    Cada frase que o Jake falava pra ela me dava um negócio quando eu lia….

  2. Amália permalink
    12/11/2009 14:06

    Oba!!! Os que eu escolhi!!!

  3. 12/11/2009 15:08

    Nem gosto do Jake!!!

    E o Taylor está absurdamente estranho nessa parte do filme (yilma foto dele sem camisa).. Ele foi aumentado por computação gráfica para ficar mais alto, ficou horroroso!!

    • 12/11/2009 15:44

      Gentem,

      Que ódio todo é esse do JAKE!? Não consigo não gostar dele!

      Tá certo que eu sou TEAM ED total.. mas pô! Consigo ser TEAM ED-JAKE facilmente….

      Manipulação de imagem!? Como assim!? Estão me engandoooo!?

      Eu babo toda vez que vejo esse HOMBRE CALIENTE morenaço! Señor!!!

      Estão fazendo a brincadeira “me engana que eu gosto”?

      Eu gostooo Mucho.. mas será que não é o corpo do TAY?

      A Ingênua .

      • 12/11/2009 16:53

        Team Ed/Rob/Tay ….. PODE??
        hehehe

        Mais sério… meu ódio não existe mais .. é só uma preferencia agora!!
        É que nem a parada da Kristen…. antes eu odiava, mas na vinda ao Brasil ela até que ganhou pontos comigo. Já não odeio mais!!

        NATH TIRANDO O ÓDIO DO CORAÇÃO!!!
        UHUUULLLLLL
        \o/

        Sobre a manipulação.. eu acho que ela tá MUITO grande, mas tipo MUITO GRANDE MESMO!! Claro que o Taylor malhou paracaraleoabeça mas ainda assim…. Comparando com as outras imagens sabe… sei lá, bateu essa dúvida em mim! Pode ser uma manipulação com relação ao angulo da cena.. que ajuda a ter essa ideia de grandeza .. tanto muscular , quanto de altura. Sei lá… só que que achei bom [tirando a peruca.. obvio] e isso que vale!! 😀

      • 13/11/2009 10:30

        Eu não consigoo ser Team suiça!!! Eu tenho odioo pelo Jake!!
        eu lembro que quando tava lendo Eclipse (pelo celular, pq na epoca ngm tinha o livro pra me emprestar haha), na parte em que o Jake beija a Bella a força,eu tava bebeno água na cozinha, putz, eu fiquei com tanto odio que quebreio o copo, simples assim1 :O .. Liguei pra minha amiga com z voz tremendo de odio, kkkkkkk!

        Eles manipularam o Taylor apenas pra ele ficar mais alto! Mas os musculos são reais rs! Oks, eu me rendo ao corpo dele, mas tiro a cabeça fora… pode? kkk. Em algumas cenas ele parece ser vários metros mais alto que o Robert.. eh muito estranho, visto que ele beem mais baixo, haha!

  4. 12/11/2009 15:31

    Eu só queria ver/ouvir o Ed novamente!
    Que nem ela!!!kkkkkk
    Serio, eu achava que ele tava vendo ela em algum lugar, vigiando par ela não fazer nada estúpido, proximo o suficiente para que a qlq hora ele ia aparacesse para salva-la!!!

    Sobre o Jake… o meu não gostar dele se desenvolveu em Eclipse!
    E é algo que hoje eu consigo compreender. Já não é mais um não gostar… é só uma preferência pelo Ed.

    Sobre o Taylor.. eu realmente acho que rolou uma manipulação de imagem nessa cena…. mais nem ligo!!

    Vai ser bom assim lá na minha humilde residência!!
    [com todo respeito Team Jake … MUHAHA] 😀

  5. 12/11/2009 15:39

    E é claro que …

    “(…) Por um breve momento, quando a voz dele veio de outra parte consciente da minha memória, quando a voz dele era perfeita e suave como o mel e não pálida como as outras memórias que eu costumava reproduzir, eu fui capaz de lembrar sem sentir dor.
    Não durou muito; a dor me encontrou, assim como eu tinha certeza que faria com esse meu passeio bobo.(…)”

    … a DOR me encontrou tb!!
    Gente… toda vez que ela descreve a dor, toda vez que ele fala que leva a mão ao peito qdu sente A dor, EU TB SINTO E TB LEVO!!

    Senhor…. qtu sofrimento!!!!!

  6. Camila (Escritora) permalink
    12/11/2009 16:10

    Seguinte,

    Adoraria ter um amigo como Jake…. ainda mais um amigo que pudesse me acalentar em momentos como esses. Seria uma espécie de “amigos fazem sexo”.. rsrs

    Eu sou Team Ed ever and ever.. BUT .. eu preciso sempre do oposto.. quente e frio..

    Tudo bem q eu o JAKE é menino demais.. mto menino.. eu não o suportaria.. na verdade, esse triângulo só me alimentou pq eu vivi um EXATAMENTE assim..

    É isso..

    Estou contando os dias para ouvir a voz do ED… voz esta que por noites entrou no meu sonho…

    SUSPIROS….

  7. gabyee permalink
    13/11/2009 07:56

    1º eu não sinto só dores emocionais ao ler NM, elas atingem mto mais que isso, meu peito realmente dói [toda vez]
    2º eu esperava a TODO momento poder ouvir [ler] sua voz novamente :~~~~
    3º não consigo gostar do Jake #prontofalei [já o Tay é oooooutra história =PP]

    :C :**

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