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A amizade genuína

31/07/2009

Eu sei que hoje, sexta-feira, o dia é da Quase Vampira, entretanto ela ligou avisando seu péssimo estado de saúde, em quarentena. Logo, eu resolvi invadir, até porque ela deu carta branca para isso.

É verdade que eu nunca tive um contato visual com a Vampira Multicultural, mas é fato que eu já desabafei com ela coisas que algumas pessoas sequer ouviriam por mais que estejam em convívio diário comigo.[afinidade é uma coisa que não se compra, ou se tem ou não]. Ela, por sua vez, é irmã da Vampira Criativa e juntas, são primas da Vampira Sonhadora. Já a Vampira Convicta, apesar da nossa aproximação, faz parte do clã do outro lado da ponte [risos].

Logo, eu e a Quase Vampira dividimos uma amizade oriunda da nossa experiência profissional.

A necessidade de explicar nossa formação é válida uma vez que decidi enfatizar nossa aproximação e não seria muito coeso faze-lo uma vez que hoje, formamos um grupo, e eu passasse a escrever de uma dupla em meio a 6.

A Quase Vampira é uma amiga com uma essencialidade em minha vida indescritível. A ausência dela, por qualquer motivo que seja, sempre traduz uma correria a mais no meu cotidiano. Ela é, realmente, alguém com quem compartilho tantas coisas além dos papéis profissionais que trocamos no dia a dia.

Essa amizade me remota à segunda saga que ingressei, qual seja, Vampire Academy. Rose e Lisse [as personagens principais] denotam uma amiza genuína. A diferença, talvez, é que eu e a Quase Vampira nos conhecemos em um campo de batalha.

Agora, por um momento, tive que rir lembrando do texto escrito pela Vampira Convicta, em que ela descrevia a miscelânea dado ao fato de em determinados momentos crer piamente que personagens saem de um contexto e entram em outro. Digo isso porque quando falei do campo de batalha de onde nos conhecemos, me lembrei do terceiro livro da saga TWI, Eclipse. Naquela situação, vampiros e lobisomens se unem para salvar a humana Bella dos ataques de outros vampiros. Logo, eu e a Quase Vampira nos conhecemos no campo de batalha profissional [bota vampiros sugadores aí. James e Victoria são pequenos perto dos que enfrentamos.. rs] mas não temos a amizade estabelecida entre Edward Cullen e Jake Black, até porque não lutamos para salvar um terceiro específico, lutamos para não deixarmos nos perder em meio ao cotidiano fatídico. E por assim ser, creio que nossa amizade atende melhor aos preceitos de VA [abreviação].

Desde o primeiro dia estabelecemos uma relação muito amistosa, aos poucos fomos criando um vínculo que permanece porque vivenciamos um dos mais nobres sentimentos: CONFIANÇA.

Com ela eu sou assim, exatamente assim, sem qualquer riso forçado ou necessidade de ser social. Ela entende os dias de meu mau humor por algum problema sem solução aparente e é capaz de me ajudar a controla-lo segurando outros menores. Sou capaz de me ausentar confiando plenamente no seu jeito único de embrulhar todos os problemas e me entregar no dia seguinte em papel de presente [eu sei que ela vai rir ao ler isso porque ela sabe que em alguns momentos o meu estress elevado me faz não entender sua risada irônica pela bomba mascarada no seu sorriso maquiavélico do tipo: se fode ae. Mas não é que ela quer que eu me ferre, não. Ela só rir por que sabe que eu não terei outra alternativa a não ser contar comigo e com ela, mas só juntas, ou seja, ela sozinha não faria e eu sozinha também não].

Nossa confiança é tamanha que falamos com os olhos e com risadas. Com ela eu não compartilho só as comunicações internas ou solicitações imediatas. Confidencio meus medos, meus sentimentos obscuros, minhas alegrias e conquistas. E ela torce por mim como torce por si mesma. [muito Rose e Lissa]

Somos realistas e dizemos “eu direi que vou ao ‘médico’, mas vou resolver problemas de ordem pessoal ta?! Segura essa por mim.

Quando entramos nessa saga TWI, embora sejamos tão diferentes nos nossos personagens preferidos, nos identificamos com os dois, óbvio. Isso é típico de quem vive algum triângulo uma vez na vida. E nós vivemos, ao mesmo tempo [foi incrível isso].

Nós duas sabíamos a dor de querer decidir e não saber, de sentir pela escolha forçada e nada sábia. Algumas vezes saiam aqueles que menos queríamos, mas o que ficava era igualmente querido. E juntas, ouvíamos os motivos de cada escolha e as expectativas com os novos rumos. Nunca nos julgamos por não saber exatamente como escolher, ao contrário, tentávamos entender numa comunhão de críticas construtivas de o porquê de ter que ser exatamente assim [acho que eu nunca te falei isso, mas quero que saiba que minha decisão se pautou em muitas coisas que conversamos, obrigada!].

Nessa nossa caminhada Alá Rose e Lissa, descobrimos como é rir de uma fofoca, de querer fazer alguma coisa juntas [nossa divisão literária, por exemplo], de sentirmos ou pré-sentirmos algo. [eu agora me lembrei quando ela acompanhava minha evolução como piloto e um belo dia na nossa troca de carona, meu receio de pegar um determinado caminho fez com que ela soubesse que tinha acontecido algo quando liguei minutos depois. Eu tinha passado pela experiência do arrastão – típica violência urbana].

E, numa sexta-feira nostálgica, sem sua presença física nesse nosso campo de batalha, terei que deixa-la e ir lutar só. Mas ciente de que não estarmos juntas não significa que deixamos de faze-lo, mas o fazemos de forma diferente.

Eu ainda não sei se ela é a Rose, com seu jeito altruísta e de se doar sem medir esforços ou se ela é Lissa, com seu jeito doce e inseguro com os fatos que envolvem as perdas impagáveis. Isso não importa. O que realmente importa é que eu sou o que ela não é e ela o que eu não sou, mas juntas, somos o perfeito complemento de uma amizade genuína e com o único interesse de permanecemos em constante evolução.

Ah, só para ficar esclarecido, seu amor por Jake Black se dá ao lado do triângulo que ela mais necessita, sua certeza de que ele vive, nos melhores e mais felizes momentos de sua vida. Em aventuras as quais ela sorrir e se sente leve.

Com um sentimento único, termino esse post.

Roubando a cena, com a devida permissão. Melhores LissRose, eu não saberia suportar determinadas coisas sem a sua presença.

Até.

* Texto Escrito por Vampira Escritora – Camila
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2 Comentários leave one →
  1. Debs permalink
    01/08/2009 04:03

    Depois dessa quase declaração de amor a VA vc ainda precisa de estímulo pra terminar de ler os outros?!
    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    TERMINA LOGOOOOO!

  2. Nath permalink
    03/08/2009 13:53

    Nhooowww… que lindo!!!
    *-*

    Eu já estou trabalhando a cabeça da minha Lissa (ou ela seria a Rose?) para ler VA!!

    \o/

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